segunda-feira, 24 de abril de 2017





SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 11/12/2015
RADIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

PAQUITO D'RIVERA - EXPLOSION

Mais uma vez Paquito D'Rivera, e desta vez com muita explosão. Explosão de salsa e de ritmos latinos como ele sabe especialmente fazer. A gravação apresentada no Sexta Jazz desta semana foi feita em Nova York em 1985, e mostra um Paquito mais maduro e ambientado com a música dos Estados Unidos, fazendo incursões jazzísticas com muita propriedade dentro da sua proposta de Cuban Beat. Ele se cerca de músicos cubanos, dominicanos, argentinos, brasileiros e americanos, e extrai do conjunto um som autêntico e inimitável com a marca do bom jazz. No programa, "Mambo Inn" e "The Lady And The Tramp", duas preciosidades. 

Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini


domingo, 23 de abril de 2017




AMOR MANHÃ

Se a sombra agora mora em mim
O meu porquê há de virar canção
Estou triste, triste tanto

Só o sorriso bom de uma manhã
Fará nascer o meu sorriso sol
Estou triste, triste tanto

Só o renascer de todo amor
Que imenso foi vai me fazer feliz
Vem beijar meu desencanto

Volta, faz brilhar novamente a lua
Aquela mesma lua
Que iluminou nossa grande noite

Só o teu olhar traz o luar
Pra iluminar o meu anoitecer
Só teu olhar me faz amanhecer

Por que virar canção
Se é tão real?
Venha depressa
Disfarçar o mal
Motivação de minha vida e paz
Cante comigo o meu sorriso sol

E o amor manhã também renascerá




UMA QUESTÃO DE ÉTICA

Muito se tem falado nesta semana sobre a atitude do zagueiro Rodrigo Caio - rara no campo esportivo - que motivou o árbitro a inverter uma marcação que seria favorável ao seu time - o São Paulo F.C.
Em princípio, um gesto de honestidade, mas também um ato de bravura, pois não faltaram aqueles - entre os quais colegas do  próprio time - que criticassem a sua postura.
O Brasil está passando pelo pior período da sua história dentro de uma crise ética e moral sem precedentes. 
O mais extenso processo judicial da história do Brasil, chamado de Operação Lava-Jato, conta atualmente com 39 fases operacionais com mais de 1.400 procedimentos instaurados, gerando mais de 90 prisões preventivas,  mais de 100 prisões temporárias e 6 prisões em flagrante.
Cada dia que passa mais gente cai nas garras das investigações policiais, políticos de todos os níveis, incluindo o presidente e ex-presidentes da República, ministros, governadores, deputados, senadores e outros.
Resta saber se isto é um fenômeno localizado que pode ser minimizado e até extirpado com as devidas punições e com uma nova Constituição que feche as centenas de brechas que a atual contempla, talvez por ter sido feita em decorrência de um regime de exceção vivido pelo país entre 1964 e 1985. Ou se é o retrato de um povo fadado a cometer leviandades, que vão desde o uso indevido de vagas em supermercados e falsificação de carteiras estudantis até um roubo de 40 bilhões de reais, que é o estimado apenas pela Operação Lava-Jato ora em curso.
O esporte não poderia ficar fora disso.
Os presidentes das confederações de basquete, vôlei, taekwondo e tiro esportivo já foram afastados dos seus cargos e estão sendo processados por fraudes em licitações e desvio de recursos públicos. Há alguns dias foi a vez de Coaracy Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos desde 1988 - portanto há 29 anos - ser preso pela Polícia Federal.
No futebol, todos os presidentes da CBF desde Havelange (inclusive Havelange, que era investigado quando morreu no ano passado) passam por problemas com a justiça. Ricardo Teixeira é investigado pelo FBI sobre um esquema de corrupção na Fifa. José Maria Marin está em prisão domiciliar em Nova York pelo mesmo motivo, até que seja levado a efeito seu julgamento definitivo, que pode lhe valer uma pena de 60 anos de cadeia. O atual presidente Marco Polo del Nero não pode deixar o Brasil porque poderá ser preso pelo envolvimento nos mesmos crimes cometidos por Joseph Blatter, da Fifa, e diversos dirigentes de confederações de diversos países do mundo.
O caso de Rodrigo Caio tornou-se emblemático em virtude da bandalheira reinante e da lei do "levar vantagem em tudo" tipicamente brasileira, mas na sua essência não é muito importante. O lance não produziu gol anulado, gol não anulado, pênalti marcado ou não marcado, apenas um episódio corriqueiro de futebol.
No lance, Rodrigo Caio, o goleiro são-paulino Renan Ribeiro e o atacante corintiano Jô disputaram uma bola dividida no qual o goleiro sofreu um pisão do próprio companheiro de time. O árbitro entendeu que teria sido Jô o autor do pisão e o contemplou com um cartão amarelo, mas o zagueiro prontamente informou ter sido ele o autor.
Lembro-me com nostalgia do gol escandalosamente validado pelo árbitro feito com um toque de mão por Maradona contra a Inglaterra na Copa do México em 1986 que abriu o caminho para o título conquistado pela Argentina, pois apesar de ser uma partida pelas quartas de final era um jogo mata-mata e acabou eliminando os ingleses. 
Tivesse Maradona dito ao árbitro que o gol fora feito com a mão, a história da Copa, da Argentina e do próprio Maradona teria sido outra, mas ele não apenas se omitiu como festejou o gol e depois, com a súmula fechada, tripudiou sobre os derrotados atribuindo o lance como feito providencialmente "con la mano de Diós".


quinta-feira, 20 de abril de 2017






SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 10/06/2016
RADIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

THE BUD POWELL TRIO

Excepcional pianista de jazz, Bud Powell faz parte de uma geração de músicos que infelizmente não viveram muito tempo para continuar um trabalho de vanguarda que se dispuseram a fazer. Powell teve muitas influencias. Teve a formação de "piano stride" através do seu pai, também pianista profissional e de Art Tatum, um dos modelos para todo pianista da época. Foi amigo de Thelonious Monk, com o qual trocou experiências a ponto de o estilo de ambos ter muita semelhança nas dissonâncias, adicionado por um trinado de stride que pode ser percebido também desde Errol Garner até Bill Evans e Oscar Peterson, todos influenciados por Powell e pelo seu lirismo cheio de dedos. O programa desta sexta-feira mostra uma apresentação antológica de Bud Powell feita em estúdio tendo como parceiros o baixista George Duvivier e o baterista Art Taylor, num cardápio de é servido através de um som que vai do contemplativo até os acidentes próprios do bebop, sua maior marca.
 
Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini


terça-feira, 18 de abril de 2017






SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 10/07/2015
RADIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

RONEY STELLA & JAZZ IN 4 
CONEXÃO BRASIL

O jazz brasileiro assume uma nova faceta com o surgimento do grupo Jazz In 4, que apresenta uma sonoridade singular, com uma proposta original baseada em arranjos criativos que passam pelo erudito e pela música popular, misturando Pixinguinha com Koellreuter, Miles Davis com Schoenberg e Edu Lobo com Bach. O grupo Jazz In 4 foi formado recentemente e é liderado pelo trombonista Roney Stella, graduado na Escola de Música de São Paulo e com passagem pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, de onde vem a sua influência erudita no jazz. O grupo tem se apresentado em recitais e workshops e impressiona pelos arranjos cuidadosamente elaborados, abrindo espaço para todos os participantes executarem seus solos, numa linha harmônica moderna e sugestiva. O disco Conexão Brasil foi lançado de forma independente em 2014 e conta com Roney Stella no trombone, Carlos Roberto de Oliveira no piano, Evaldo Guedes no baixo elétrico e Celso de Almeida na bateria. O álbum, muito bem elaborado, é uma bela surpresa para os Amigos do Jazz. 

Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini


segunda-feira, 17 de abril de 2017





BRINCADEIRA

Mais uma letra feita por mim para uma música de Renato Winkler

Violão
E o jeito de quem quer brincar
Volume no meu gravador
Está no ar

Vem o sol
Rimando com o céu azul
Mostrando a escala que se faz
Cristalizar

Emoção
O som subindo para o sol
No sol menor desta canção
Tão singular

Canto o céu
Azul como este olhar tão seu
Brincando de esconder no meu
Mesmo sem ser

Violão
Trazendo uma recordação
Você nesta improvisação

Nesta canção

sexta-feira, 14 de abril de 2017




A GUERRA DA LIBERTADORES


O jogo Palmeiras x Peñarol disputado nesta quarta-feira em São Paulo veio reacender a velha chama da discórdia esportiva entre brasileiros e uruguaios, tema de colunas e comentários que se imortalizaram através dos anos pela pena de cronistas do quilate de Armando Nogueira, Nelson Rodrigues e do seu irmão Mário Filho, que deu seu nome ao Maracanã.
A fórmula da disputa é bastante conhecida, pois os uruguaios sempre se caracterizaram por muita catimba e por um futebol violento, e a partida se tornou explosiva por causa da mediação de um arremedo de árbitro que acabou sendo objeto de reclamações de ambos os lados.
A imprensa brasileira condenou o anti-jogo do Peñarol e a falta de pulso do árbitro equatoriano Roddy Zambrano Olmedo – guardem bem esse nome – em coibir essa prática e colocar ordem na casa. Em situações como a que vimos, a aplicação de um ou dois cartões amarelos teriam o condão de colocar as coisas no seu devido lugar.  
A imprensa uruguaia condenou o que eles chamam de “excesso de acréscimo ao tempo de jogo”, o que permitiu o gol da vitória brasileira aos 54 minutos do segundo tempo.
Não faltaram ofensas entre os jogadores, que variaram desde o popular xingamento antibrasileiro – desde o início do século passado nossos jogadores costumam ser chamados de “macaco” pelos “hermanos” sul-americanos – até a típica acusação brasileira de traição conjugal e o tradicional elogio feito às mães dos atletas uruguaios.
Não faltou também a pilha adicional colocada na partida antes mesmo de os times entrarem em campo, quando o polêmico Felipe Melo disse que já estava habituado a “dar tapa na cara de uruguaio”, referindo-se a uma briga no túnel do vestiário com o zagueiro uruguaio Diego López ao final de um jogo pelo campeonato italiano em 2009 – na época Melo jogava pela Fiorentina e López pelo Cagliari.
Depois deste 3x2, Palmeiras e Peñarol voltarão a se enfrentar em Montevidéu no próximo dia 26 e se os dirigentes não colocarem panos quentes em cima do clima de guerra podemos antever muita violência, ameaça da torcida e uma arbitragem caseira danosa aos brasileiros.
O momento atual do futebol uruguaio não é dos mais promissores, e o Peñarol não é nem sombra do que já foi no passado, mas tem o que se chama de “peso da camisa”.
O Club Atlético Peñarol é um clube com 125 anos de idade. Sua trajetória inclui 50 títulos nacionais, 5 títulos da Copa Libertadores, 3 títulos da Copa Intercontinental (Mundial de Clubes) e uma Recopa. Em 2009, a IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol) divulgou os resultados de um estudo controvertido que determinou os melhores clubes sul-americanos do século 20, e o Peñarol foi colocado em primeiro lugar, seguido pelo Independiente, da Argentina (os brasileiros se classificaram em 7º, 8º e 10º lugar, Cruzeiro, São Paulo e Palmeiras, pela ordem).
A imprensa uruguaia destaca as duas melhores formações do time uruguaio, a de 1966, que contava com os jogadores Mazurkiewicz, Pablo Forlán, Caetano, Pedro Rocha, Abbadie, Alberto Spencer e Joya, e a de 1981/1983, com Olivera, Morales, Bossio, Saralegui, Venancio Ramos, Rubem Paz e Fernando Morena. Em ambos os casos o esquadrão auri-negro foi campeão da Copa Libertadores e do Mundial Interclubes (em 1966 e em 1982), por coincidência dois períodos em que o futebol brasileiro não andava muito bem das pernas.
Apesar da leniência da Conmebol, tradicionalmente incompetente, e da verdadeira guerra promovida pela imprensa e pela torcida, os ânimos nas disputas pela Copa Libertadores estão atualmente mais calmos, muito provavelmente devido à exposição que as partidas têm através da televisão e dos modernos meios de monitoramento.
Mesmo assim, a caçada em campo é muito intensa e as simulações continuam constantes. Os árbitros são pressionados dentro e fora de campo e há rumores de que muitos sejam instruídos para fabricar resultados ou pelo menos serem coniventes com algumas irregularidades e implacáveis com outras, desde que atendam os interesses da confederação.
Voltando ao jogo de quarta, os uruguaios reclamam exatamente disso – o árbitro teria deixado a partida correr “até que o Palmeiras conseguisse assinalar o seu gol”, e os brasileiros comentam que sua senhoria teria permitido que os uruguaios batessem e paralisassem a partida demais.
O jogo de volta em Montevidéu terá características dramáticas. O Peñarol precisa vencer e vai ter que deixar de lado o lero-lero e partir para o ataque. O Palmeiras é mais técnico e se não entrar na catimba do adversário poderá sair do Estádio Centenário com uma vitória consagradora.




 (Artigo publicado no caderno de Esportes do jornal O Imparcial de 14/04/2017)







DESVENTURAS DE UM FIM DE TARDE
(Segunda e ultima parte)

O zênite do dia havia ficado para trás já havia cinco horas e o sol estava finalizando o seu cruzeiro diário quando Parmênio e Zé Maria decidiram que já era hora de voltar para as suas casas, onde os esperava a peroração habitual.
Afinal, eles já haviam discutido tudo o que o conhecimento e a embriaguez lhes permitiram – fatos atuais sobre política e futebol, fatos de sempre sobre problemas familiares e fatos muito antigos e difusos, como conquistas amorosas nos áureos tempos em que a testosterona estava em alta – e haviam inclusive resolvido boa parte dos problemas do mundo.
O mar recomeçava a subir novamente em direção às pernas do bar, e o céu azul já adquirira uma cor de chumbo, exibindo lá no alto a mentirosa estrela D’Alva.
O garçom foi chamado para trazer a conta, e mais uma vez, da mesma forma como acontecera na semana passada no Bar do Agenor, a contagem das garrafas foi tumultuada, o que prenunciava uma nova mudança de local num futuro próximo.
“São vinte e três cervejas, duas porções de camarão e um queijo assado” – diz o garçom.
“Isto tá erraado!” – reclama Parmênio.
“Como pode, tudo isso, vinte e três cervejas, como pode?” – reforça Zé Maria, aparentemente um pouco mais sóbrio.
“Está errado, não” – replica o garçom. “É só contar: olhe aqui: cinco... dez... quinze... vinte, mais três, vinte e três”.
Parmênio contando, com alguma dificuldade: “Deixe ver... cinco, seis, sete... oito... oito... dez... sei lá... quinze!” – exclamou vitorioso como um aluno que passou na prova oral de matemática.
“Mais oito embaixo da mesa!” – retruca o garçom, apontando com o dedo.
“Será que a gente bebeu tudo isso?!” – questiona Zé Maria, entre o intrigado e o irritado.
“Bem, os senhores passaram quase o dia todo bebendo...” – justifica o garçom.
“Então traaz a penúltima, pra arredondar... hem... pra vinte e quatro, hehehe um bom número, hehehe!” – judicia Parmênio, orgulhoso por ainda ostentar o seu talento irônico e matemático.
“Vinte e quatro é um bom número só se for na sua terra, companheiro!” – contestou Zé Maria, dando três pancadinhas na mesa com o nó do dedo médio.
“E essa vem por conta da caasa!” – arremata o doutor Parmênio, ignorando a observação do amigo.
O garçom parte em busca da conta e da vigésima-quarta cerveja, fala alguma coisa em voz baixa com Ernesto, que está por trás do balcão. Ernesto assente com um gesto de cabeça, esperançoso que a dupla tome a última garrafa e vá embora sem provocar confusão, e lá segue a “penúltima” em direção à mesa, porque bêbado que se preza nunca toma a última – dá azar!
Terminada a operação penúltimo gole, a conta foi paga num ritual que demorou outros dez minutos – “deixa que hoje eu paago!” – “não, hoje é a minha vez!!” – “então eu boto cem reais!” – “não, cem é muito!!!” – “então deixa o camarão por minha conta!” – “não, é melhor rachar!” – e o garçom a tudo assistindo com uma expressão de Madona no rosto cansado.
Os dois amigos pagaram meio-a-meio, embolsaram o troco, também meio-a-meio e saíram trançando as pernas pela superfície irregular da areia em direção aos respectivos veículos.
Ao atingirem a avenida, Parmênio trombou de leve com um poste contendo uma placa de sinalização, que se interpunha imprudentemente no seu caminho.
“Que desgraaça é essa?” – berrou o médico.
A placa advertia os banhistas sobre o perigo da maré alta – pois quando ela começava a baixar podia carregar mar adentro algum aventureiro imprudente que estivesse naquela área, uma zona de convergência de correntes que abria uma espécie de vala sugadora por onde a água retornava com muita força para o centro do oceano.
Irritado com o trompaço no poste da placa, o médico aposentado passou a lhe dirigir impropérios e parece que ficou ainda mais irritado com a sua mudez, pra não dizer desfaçatez.
Zé Maria, em solidariedade ao companheiro, cismou que a placa estava no lugar errado, pois, raciocinava ele, ali não havia banhistas em perigo. A placa devia ter sido colocada na areia, não na calçada. Ato contínuo, deu um belo safanão com a mão na chapa de metal que, provavelmente indignada com a sua atitude, provocou-lhe um corte no dedo.
Parmênio e Zé Maria se zangaram ainda mais e começaram então a agredir o poste a pontapés como se estivessem enfrentando um adversário numa briga de rua.
A cada chute uma dor, e a cada dor a raiva aumentando.
À distância, o garçom do Ernesto e o próprio Ernesto a tudo assistiam impassíveis, e viram quando a viatura da polícia chegou e dois meganhas truculentos pegaram os dois amigos com a facilidade de quem carrega uma trouxa de roupa e os jogaram no banco de trás.
Sem mais delongas, o carro partiu em disparada, os pneus gemendo em uníssono com os gemidos dos dois senhores embriagados, que finalmente se deram conta da encrenca em que se haviam metido e começaram a sentir os hematomas e os cortes causados por tão rocambolesco episódio.
Doíam-lhes as mãos, os pés e a consciência. 



quarta-feira, 12 de abril de 2017




SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 10/04/2015
RADIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

A IMORTAL BILLIE HOLIDAY

O dia 7 de abril marcou a data do centésimo aniversário de nascimento da cantora Billie Holiday. Billie morreu muito cedo, aos 44 anos, mas pessoas como ela acabam virando imortais, como bem exemplifica o título do álbum que o Sexta Jazz apresenta nesta noite de sexta-feira: "A Imortal Billie Holiday". Billie conseguiu uma façanha que apenas uma privilegiada parcela de cantores consegue, a de ser amada quase como unanimidade, mesmo por aqueles que não cultivam o jazz e o blues como "música de cabeceira". Billie Holiday revolucionou o modo de cantar, compensando um pequeno volume de voz com muita técnica vocal, muita emoção e uma interpretação absolutamente autêntica. O programa mostrará uma coletânea de gravações da cantora abrangendo um período que vai de 1936, nos primeiros anos da sua carreira , até 1958, um ano antes de morrer. Billie canta acompanhada por músicos do mais fino quilate, como Teddy Wilson, Lester Young e "Hot Lips" Page entre outros.  

Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini


terça-feira, 11 de abril de 2017







SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 09/09/2016
RADIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

TOOTS THIELEMANS - HARMONICA JAZZ

Há precisamente duas semanas o jazz perdia um dos seus maiores talentos, sem dúvida o seu maior talento em se tratando da execução da harmônica, mais conhecida no Brasil como gaita de boca. Seu nome: Toots Thielemans. Assim, com quinze dias de atraso, o Sexta Jazz presta uma homenagem a este extraordinário artista, apresentando aquele que é sem dúvida um dos seus melhores álbuns, denominado "Harmonica Jazz", lançado em vinil em 1954 com o nome de "Scotch on the Rocks". O disco combina baladas interpretadas com muito lirismo com um bebop buliçoso, acentuado pelo som inconfundível de Thielemans que toca harmônica e guitarra, secundado por um time escolhido sob medida, com destaque especial para o naipe de saxofones e clarinetas, pela  guitarra de Tony Mottola e pelo piano de Ray Bryant.  
  
Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini