quinta-feira, 22 de junho de 2017





CANTADOR POPULAR

Paro a conversa no meio
Nem peço licença
Mas vê que sucesso
Mulher, um pedaço
Meu chope gelado
Até já esquentou

Esta é a maneira discreta
De se enfeitiçar, não é?
Passa, provoca e não olha
Não vai nem parar, vai não
Eu me levanto e vou indo
Mas sem confiar, vou lá
Em que eu possa dizer
Coisas de conquistar
Estou querendo agradar

Não há quem passe e não olhe
E não faça trejeitos
Assim eu não posso
Isto não é direito
Pode ser bonita
Mas não tanto assim

Esta é a maneira discreta
De se enfeitiçar, não é?
Sigo ao seu lado agradando
Sem acreditar, sem não
Todos amigos e gente
Que estavam no bar, no ar
Falam coisas de mim
Cantador popular

Estou querendo agradar
Só querendo agradar



segunda-feira, 19 de junho de 2017






SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 20/03/2015
RÁDIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

STAN GETZ & CHET BAKER - LINE FOR LYONS

O programa Sexta Jazz desta semana mostrará um registro histórico de dois dos maiores ícones do jazz, numa gravação feita na Inglaterra para um disco lançado em 1983. O álbum põe lado a lado a extrema competência do trompetista e cantor cool Chet Baker com o soberbo saxofonista-tenor Stan Getz, acompanhados por um trio da primeira linha composto pelo pianista Jim McNeely, pelo baterista Victor Lewis e pelo baixista Gorge Mraz. Na época da gravação, Baker residia na Holanda e aproveitou uma turnê européia de Getz  para reeditar uma antiga parceria que havia sido feita com o sax-barítono de Gerry Mulligan nos idos de 1957. A edição deste disco se deu ainda em plena efervescência do cool  e do West Coast jazz e mostra momentos de grande lirismo em contraponto com um drive carregado de muito swing. A interpretação da música Line For Lyons mostrada na parte final do programa com o duo tocando "à capela", isto é, sem a participação dos demais músicos, é sem dúvida um momento antológico da história do jazz. 


Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini

sábado, 17 de junho de 2017




A COPA DAS CONFEDERAÇÕES



Durante o período de 17 de junho a 2 de julho será realizada na Rússia a Copa das Confederações de 2017.
O evento, que agora faz parte do calendário da Fifa, começou romanticamente em 1992, como um simples torneio de verão para movimentar as atividades esportivas da Arábia Saudita.
Depois que a Fifa chancelou o torneio, em 1997, ele passou a agregar a finalidade de servir como ensaio para a Copa do Mundo que se realizará no ano seguinte, neste caso, Rússia-2018. Na ocasião são testados alguns aspectos importantes como segurança, mobilidade, serviços paralelos, alojamentos e condições dos estádios.
As seleções participantes também poderão fazer experiências para a montagem de equipes sólidas para 2018, sua maior ambição, isto é, teoricamente o torneio também deveria servir de teste para as seleções que dele participam e que estarão presentes na Copa do Mundo, mas isto não funciona bem assim. As principais seleções costumam esconder o jogo e voltar seu principal foco no ganho financeiro que a competição lhes dá.
Nas edições realizadas desde que assumiu o seu formato atual, o campeão da Copa das Confederações nunca foi o campeão da Copa do Mundo seguinte, o que está começando a virar um tabu.    
A Copa das Confederações é um torneio realizado com este nome desde 1997. Ele nasceu com a criação da Copa do Rei Fahd, disputada na Arábia Saudita em 1992 e 1995 e teve como campeões Argentina e Dinamarca.
A partir de 1997 a Copa foi definitivamente açambarcada pela Fifa, sendo disputada a cada dois anos de 1997 a 2003 e a cada quatro anos de 2005 em diante, sempre no ano anterior e no local onde será realizada a Copa do Mundo.
Somente em três das sete disputas até agora o anfitrião ganhou (México em 1999, França em 2003 e Brasil em 2013). Os outros quatro torneios foram conquistados pelo Brasil (1997, na Arábia Saudita), França (2001, na Coréia do Sul/Japão), Brasil (2005, na Alemanha) e Brasil (2009, na África do Sul).
Assim, o Brasil é o maior vencedor, com quatro títulos, vindo a seguir a França com três, e o México, a Dinamarca e a Argentina com uma conquista cada um.     
São oito os disputantes da Copa das Confederações. Sete países são qualificados de acordo com as suas conquistas prévias e o oitavo é aquele que representa a sede do torneio. Neste ano estarão presentes a Rússia (país anfitrião), a Alemanha (campeã do mundo, em 2014), a Austrália (campeã da Copa da Ásia, em 2015), o Chile (campeão da Copa América, em 2015), o México (campeão da Copa Ouro Concacaf, em 2015), a Nova Zelândia (campeã da Copa das Nações da Oceania, em 2016), Portugal (campeão da Eurocopa UEFA, em 2016) e Camarões (campeão da Copa das Nações Africanas em 2017). 
O maior artilheiro da competição é o brasileiro Romário, com sete gols assinalados em 1997. A seguir vêm Ronaldinho, também do Brasil, com seis gols em 1999, os brasileiros Adriano (2005), Luís Fabiano (2009) e Fred (2013) e o espanhol Fernando Torres (2013) com cinco gols marcados. Com quatro, os franceses Robert Pirès (2001) e Thierry Henry (2003).
É significativo ser observado que desde que o torneio foi regulamentado e administrado pela Fifa em 1997, esta é a primeira vez que o Brasil fica fora, pois não é o país sede, não é o atual campeão do mundo nem é o atual campeão da Copa América.

 (Artigo publicado no caderno de Esportes do jornal O Imparcial de 16/06/2017)





sexta-feira, 16 de junho de 2017





SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 20/05/2016
RÁDIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA 

STANLEY JORDAN - MAGIC TOUCH

Apesar de ser um músico com intensa bagagem - era formado em teoria musical e composição pela Universidade de Princeton e fez apresentações com Quincy Jones, Michael Urbaniak e Richie Cole, alem de ter participado de alguns festivais de jazz no início dos anos 1980 com Benny Carter e Dizzy Gillespie - Stanley Jordan foi alçado para o estrelato quando experimentava a sensação diferente de tocar como músico de rua. Na rua, ele foi "descoberto" por um diretor do selo Elektra Music que pouco depois, já dirigindo a Blue Note Records, o convidou para gravar o seu primeiro disco solo realmente profissional, "Magic Touch" (antes disso ele havia gravado sem muita repercussão o álbum "Touch Sensitive" pela Tangent Records). "Magic Touch" estourou nas paradas tanto para o público de jazz como da música pop, principalmente pela característica de Jordan tocar a guitarra solando com ambas as mãos, num estilo denominado "tapping". Até 2015, Jordan havia gravado dezesseis discos solo, mas talvez o mais emblemático seja este "Magic Touch", gravado em 1985, trazendo músicas muito representativas como Eleanor Rigby, Freddie Freeloader e Round Midnight.  

Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini


segunda-feira, 12 de junho de 2017




INSISTENCE

Why do you insist that I should close the door?
I know it’s late, but the night preserved the heat
With which the intense afternoon sun almost burned us down
It may be night, but the warm sensation is what matters
In contrast to your bad mood

Why do you insist that I should close my mouth
If I like to talk to myself when I’m alone?
In the absence of an interlocutor who can understand me
And echoes my vain crazy conversation
Made of musical notes, like a solfeggio

Why do you insist that I should not listen
If all I want is to have open ears?
To know what the wind says about me
The trickling of the water in the puddle
And the rustling of the leaves nearby

Why do you insist that I renounce the wine
If it’s the wine that makes me company at night
While I wait in vain for that smile
And that serene look to warm my nest
Making this mansion a little less gloomy?

Why do you insist that I should not feel the night
And its friendly and wholesome companion
If this seems now to be all that remains
To try to escape the pain of your whipping
That is everything now that my soul longs for?

The door, the mouth, the wine, the absent night
Keep me company to cover your fault
Maybe tomorrow comes and brings some news
Like you smiling beautifully and shamelessly
Looking at me with tenderness… and not so much insistence

June 2017


 







SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 20/02/2015
RADIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

PERRY BEEKMAN SINGS AND PLAYS COLE PORTER

Cole Porter foi um dos maiores compositores da história da música americana, tendo a seu crédito canções inesquecíveis como I Get a Kick out of You, I've Got You under my Skin, Begin the Beguine, I Love You, In The Still of the Night, I Love Paris, C'est Magnifique, Just One of Those Things, Anything Goes e a interpretadíssima Night and Day. Seu repertório é evocado neste primeiro disco solo do cantor e guitarrista Perry Beekman, que traduz o jazz em uma simplicidade que remonta os tempos do Nat "King" Cole Trio, pois se apresenta acompanhado apenas por um piano e um contrabaixo. Beekman interpreta Cole Porter com muita sensibilidade e dá um toque moderno às suas criações sem tirar a originalidade e a graça próprias de Porter. Trata-se de uma gravação feita em 2013 que evidencia que o bom jazz feito dos maiores standards da música americana ainda está em franca evolução.  


Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini

sábado, 10 de junho de 2017




O GOL OLÍMPICO

Fruto do acaso, de uma falha do goleiro ou de um treinamento intensivo, o gol olímpico nasceu tardiamente se considerarmos a cronologia do futebol, pois ele aconteceu muito depois dos primeiros registros sobre  "a invenção do futebol moderno" que remontam ao século 19, incluindo as primeiras regras.
O futebol que se pratica hoje, mesmo depois de algumas modificações nas regras,  nasceu em 1863, quando houve a separação das duas "associações de jogos de bola" (o futebol "association", que não permitia o uso das mãos e agarrões ou trancos no adversário, e o futebol "rugby", que permitia tudo isso), mas o gol olímpico foi incluído pela International Board como regra para o futebol "association"apenas em junho de 1924. 
O gol olímpico é aquele marcado diretamente através da cobrança de um escanteio, sem que nenhum atacante ou defensor tenha tocado na bola. A cobrança é considerada um tiro livre direto, ou seja, o cobrador não pode tocar duas vezes na bola depois que ela foi posta em jogo.
Consta que o primeiro gol olímpico regulamentado tenha sido marcado por um tal Billy Alston, na Escócia, em 21 de agosto de 1924, mas o registro é muito vago e o lance ainda não tinha sido batizado de "olímpico".
Isso veio a acontecer em outubro do mesmo ano durante um amistoso entre Argentina e Uruguai, disputado na Argentina, com vitória dos argentinos por 2x1, sendo o gol marcado pelo argentino Cesáreo Onzari.
No meio da euforia, os argentinos deram ao gol a denominação de "olímpico" para ironizar os uruguaios, que haviam vencido o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos meses antes em Paris.
Os torcedores do Vasco da Gama têm uma versão diferente para a história, dizendo que a expressão "gol olímpico" nasceu depois de um gol de escanteio assinalado pelo ponta-esquerda Santana em 1928 num jogo contra o time uruguaio Montevideo Wanderers, na partida de inauguração dos refletores e de um lance de arquibancadas do Estádio de São Januário, tendo também a medalha olímpica de 1924 como motivo para gozação.
Aqui, algumas curiosidades sobre o lance:
O primeiro gol olímpico assinalado numa Copa do Mundo teve como autor o colombiano Marcos Coll, no empate de 4x4 entre Colômbia e União Soviética em 1962 no Chile (como curiosidade adicional, Marcos Coll morreu há quatro dias - 5 de junho de 2017 - em Barranquilla-Colômbia, aos 82 anos).
Em 1973, Pelé, jogando nos Estados Unidos pelo Santos um amistoso contra o Baltimore Bays fez o único gol olímpico da sua carreira. Assim, na guerra de comparações entre Pelé, Garrincha, Puskas, Cruijff, Maradona, e mais recentemente Messi e Cristiano Ronaldo, Pelé alcança também este pontinho extra, pois nenhum dos outros jamais marcou este tipo de gol.
O ex-jogador Petkovic tem um registro de nove gols olímpicos, todos eles marcados no Brasil entre 1999 e 2009, sendo cinco pelo Flamengo, três pelo Fluminense e um pelo Vitória.
Massimo Palanca, que durante praticamente toda a sua carreira de 1971 a 1990 defendeu apenas o Unione Sportiva Catanzaro, clube que milita nas divisões inferiores do futebol italiano, tem registrado treze gols olímpicos e é considerado o recordista mundial da modalidade.  
Voltando ao parágrafo inicial, o gol olímpico pode acontecer dentro de algumas situações específicas:
Ele pode ser fruto do acaso, ou seja, por um efeito involuntário dado na bola na hora do chute fazendo com que ela descreva uma trajetória não planejada, ou mesmo sendo a bola desviada por efeito do vento.
Ele pode ser o resultado de uma falha do goleiro, quer por mau posicionamento quer porque tenha sua visão ou posição atrapalhada por um companheiro ou por um adversário.
Ou ele pode ser fruto de um treinamento intensivo, levando-se em conta o efeito que muda a trajetória da bola e a movimentação dos atacantes dentro da pequena área durante a cobrança do escanteio, a fim de apanhar o goleiro de surpresa. 
Em tempo: Petkovic treinava intensivamente as cobranças de escanteio.
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 7 de junho de 2017




INSISTÊNCIA

Por que você insiste para que eu feche a porta?
Eu sei que é tarde, mas a noite preservou o calor
Que à tarde o sol intenso quase nos incendiou
Pode ser noite, mas cálida sensação é o que importa
Em contraposição com o seu mau humor

Por que você insiste para que eu feche a boca?
Se eu gosto de falar, a sós, comigo mesmo
Na falta de um interlocutor que me compreenda
E faça eco à minha vã conversa louca
Feita de notas musicais, como um solfejo

Por que você insiste para que eu não ouça?
Se tudo o que desejo é ter o ouvido aberto
Para saber o que de mim fala este vento
O gotejar da água que que na poça empoça
E o farfalhar das folhas que estão por perto  

Por que você insiste que eu abandone o vinho?
Se é ele que me faz noturna companhia
Enquanto aguardo em vão por aquele sorriso
E aquele olhar sereno pra aquecer meu ninho
Tornando esta mansão um pouco menos sombria

Por que você insiste que eu não sinta a noite
E a sua companhia amiga e benfazeja?
Se isto parece agora ser tudo o que me resta
Para tentar fugir da dor do seu açoite
Que é neste instante o que minh’alma almeja

A porta, a boca, o vinho, a noite ausente
Me fazem companhia, ao lado da sua ausência
Quem sabe a manhã venha e traga novidades
Você sorrindo lindo e desbragadamente
Me olhando com ternura... e sem tanta insistência

Jun 2017

 



     



terça-feira, 6 de junho de 2017






SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 19/06/2015
RADIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

FLORA PURIM - MIDNIGHT SUN

Flora Purim é uma cantora carioca que se internacionalizou como cantora de jazz e hoje é uma referência no estilo. Dona de grandes dotes artísticos, desde pequena tocava piano e violão, e fez parte de uma geração de cantoras do início da bossa-nova, até se mudar para os Estados Unidos em 1967 para estudar música na Califórnia, ao lado do percussionista Airto Moreira, com quem viria a se casar em 1972. Influenciada por Billie Holiday, Dinah Washington, Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan, Flora Purim, com mais de quarenta anos de carreira, dividiu a cena com Stan Getz, Gil Evans, Dizzy Gillespie, Chick Corea, George Duke, Carlos Santana, Al Di Meola e Hermeto Pascoal, entre outros. O Sexta Jazz desta semana traz gravações de um álbum lançado em 1988 com um mix de composições que vai de Lionel Hampton a Milton Nascimento, e de Jaco Pastorius a Egberto Gismonti, abrilhantadas pela força e pela precisão vocal de Flora Purim, numa interpretação que mescla a harmonia do jazz com a sua brasilidade.   
  
Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini


sábado, 3 de junho de 2017






A MAGIA DA CHAMPIONS LEAGUE

(publicado no Caderno de Esporte do jornal O Imparcial de 02/06/2017)

A Liga dos Campeões da UEFA - oficialmente "UEFA Champions League" - é um torneio que reúne os melhores times do continente europeu, elencados de acordo com sua classificação nos campeonatos domésticos, e existe desde 1955. Seu charme em termos de apelo é apenas comparável às Copas do Mundo e o troféu oferecido ao clube vencedor é o mais prestigiado do futebol europeu.
 O mundo do futebol é organizado de modo que seja mantido um calendário atraente tanto para o público como para os patrocinadores, numa época em que a cada dia crescem as oportunidades de "fazer dinheiro" com o lazer.
Os atletas e todos aqueles que vivem do esporte têm que adaptar seu calendário e seu fuso horário às demandas exigentes que esta exposição lhes dá.
O futebol nasceu pobre e nu, mas com o passar do tempo, ele foi recebendo "upgrades" naturais, passando pela fase do amadorismo, desde as suas origens até o início do século 20, dando vez ao profissionalismo, que começou timidamente e com ressalvas, até ingressar na fase do capitalismo selvagem, agora em pleno século 21. 
Sua atração propiciou a abertura para continentes onde até então poucas pessoas se interessavam pela matéria, adotou a tecnologia como base de trabalho e fez sua inserção no mundo globalizado com status de gerenciador de amizades.
O futebol se organizou de modo a formar jogadores a partir de categorias menores, estabeleceu um intercâmbio de atletas e de ideias e se tornou uma vitrine fantástica apresentada por meio de espetáculos que congregam milhares de assistentes e milhões - às vezes bilhões - de espectadores nas competições entre os seus diversos times através de torneios como campeonatos nacionais e continentais e das copas internacionais e intercontinentais.
Em todos os países e em todos os continentes o futebol virou artigo de exportação e é tratado como commodity.
Voltando ao "caput" inicial, a Champions League é hoje em dia o "grand finale" de toda essa força que une os torcedores e as nações em termos de futebol. 
A sua edição da temporada 2016-2017 será encerrada amanhã, sábado, entre o Real Madrid e a Juventus de Turim em partida realizada no Millennium Stadium em Cardiff, País de Gales, trazendo de volta um dos grandes clássicos da Europa.
O Real Madrid, maior vencedor da Champions,  já conquistou o torneio onze vezes e luta por um atual bicampeonato, ao passo que a Juventus foi campeã apenas duas vezes. Ambos se enfrentaram na final de 1997-1998 em Amsterdã com vitória do Real por 1x0.
Os maiores vencedores da Champions League são Real Madrid (11 vezes), AC Milan (7 vezes), Bayern München, Barcelona e Liverpool (5 vezes).
Apenas 22 clubes conseguiram o título, dos 39 que chegaram às finais. O jogador mais vezes vencedor foi o espanhol Francisco Gento, que levantou a taça seis vezes atuando pelo Real Madrid.
O torneio foi realizado pela primeira vez na temporada 1955-1956 com o nome de European Champions Club Cup (Taça dos Campeões) e seguiu com este nome até a temporada de 1991-1992, quando foi rebatizado para UEFA Champions League (Liga dos Campeões), e assim permanece até hoje. 
No total, 49 jogadores brasileiros já levantaram o troféu ao longo do tempo, passando por Didi, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. Sávio e Roberto Carlos, jogando juntos pelo Real Madrid, e Daniel Alves, jogando pelo Barcelona, são os brasileiros mais vezes campeões do torneio, com três títulos cada.
Daniel estará buscando a sua quarta conquista, desta vez com a Juventus. Lá também estarão Neto, Alex Sandro e Hernanes lutando pelo primeiro título europeu. 
Do outro lado, pelo Real, estarão Casemiro e Marcelo (campeões na temporada passada) e Danilo (pela primeira vez) tentando carimbar a taça.

Obs: O jogo terminou com a vitória do Real Madrid por 4x1.