sexta-feira, 20 de dezembro de 2019






SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 25/12/2015
RÁDIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

AN ALL-STAR CHRISTMAS

O programa Sexta Jazz de hoje, 25 de dezembro de 2015, presta uma homenagem a um dia que universalmente celebra a paz, a harmonia, o encontro, a confraternização, a alegria e as melhores expectativas para o próximo ano. Hoje, excepcionalmente, os ouvintes do programa estão convidados a fazer um passeio não pelo jazz nos seus variados estilos, como ocorre todas as sextas feiras, mas uma caminhada pelos cânticos natalinos que tradicionalmente acompanham a árvore de Natal, o presépio, as orações, o panetone, a champanhe, os abraços, a visita de Papai Noel e a troca de presentes. Antes que se encerre este dia 25, ainda é tempo do Sexta Jazz desejar a todos os ouvintes da Radio Universidade FM e do programa em especial um Natal de Paz, Saúde e Entendimento! 

Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019






MÁGOA DE VERÃO 

(Canção de Augusto Pellegrini)

Se dor fosse como a chuva
Que há em dia quente
Cai, passa depressa
Passa de repente
Mágoa de verão não passa logo, não

Se amor fosse como a folha
De árvore que chora
Cai devagarinho
O vento leva embora
Mas amor não vai, fica no coração

Chove, a noite é fria
Chovem meus olhos também
Foge a paz que havia
Não pode haver mais ninguém
Não pode haver poesia
Não pode haver mais amor
Cadê aquela alegria?
Cadê? A chuva levou

Chove, a noite é quieta
Parece até procurar
Pela luz do dia
Pra esta tristeza acabar

terça-feira, 17 de dezembro de 2019





RESSURREIÇÃO
(Augusto Pellegrini)

Voltei, depois de tanto tempo estando ausente
Fui dado como morto, desaparecido
Eu tinha bons motivos para ter fugido
Sem um aviso prévio pra qualquer parente

Deixei chorosos mãe, irmã e demais confrades
Mas tive que fazê-lo, foi mesmo preciso
Deixar meu bem, meus bens, meu lar, foi dolorido
Parti em silêncio e só, num fim de tarde

E quando eu fui meus caros se desesperaram
Mas a ala dos contrários muito se alegrou
A sanha irada dos malditos desencadeou
Tal foi a virulência que eles demonstraram

Mas eu voltei e surpreendi meus inimigos
Aqueles que me agrediram à socapa
E agora têm que dar a cara a tapa
Engolindo a seco seu infame regozijo

Pra aqueles que me festejavam morto
Minha ressurreição foi um duro golpe
Corja de malfeitores, gente torpe
Figuras amorais, ratos de esgoto

Pros meus amigos que agora estão em festa
Abraços, vinho, muita comemoração
Com a fantasia que encontraram no porão
Dançam e cantam a vida que me resta

Dezembro 2019





quinta-feira, 12 de dezembro de 2019






Crônica para uma Sexta-Feira 13

SOLILÓQUIO
(Excerto II)

E este público falando por sussurros, desordenadamente reunido próximo ao meu esquife, ajuda a criar um cenário de pompa e glória, pois afinal este é ou não é um dia marcante, um dia simplesmente inesquecível?
Na verdade, se nada me incomoda do lado de dentro, imóvel como um objeto e apertado como embutido de presunto, descansando no revestimento almofadado e roxo com a tampa de madeira roçando o meu nariz que nem é tão grande assim, é porque também estou aqui do lado de fora, encantado e divertido com tantas lágrimas debulhadas, tanto sorrisoao léu, tanto desespero autêntico e tantas maledicências lançadas.
Os advogados agora me achamam de “de cujus”, os amigos distantes de “o falecido”, os credores de “que desgraça!”, o coveiro de “mais um”  e os herdeiros de “graças a Deus”, mesmo não havendo um prego torto para herdar ou talvez exatamente por isso.
A viúva, a quem os advogados chamam de “supérstite” não compareceu ao féretro para não ter que encenar ao vivo a choração das carpideiras nem ter que suportar os olhares de misericórdia dos fariseus de farrancho.
Passada a comoção do préstito, todos os interessados hão de encontrar um intérprete para decifrar meu testamento cheio de dívidas e sem nenhum dividendo.
Flutuo como um fantasma por entre os vasos de concreto rústico e suas flores emurchecidas, por detrás das pedras tumulares recobertas de musgo e limo e por sobre as cabeças dos canalhas que fingem sobriedade e se acotovelam, esticando o pescoço como galinhas ciscando para ver o esquife baixar à sepultura amparado por dois pedaços de corda como se fosse uma caixa de cebolas, ora a cabeça batendo contra o lado de cima, ora os pés se achatando contra o lado de baixo, amarfanhando o terno azul marinho grosso demais para o calor que está fazendo, terno que já frequentou tantas cerimônias fúnebres e que afinal tantas vezes vai à fonte, que um dia fica.
Flutuo como um fantasma porque sou um fantasma.
De nada me serve agora o dinheiro que eu devia, que eu não devia e que me deviam, o que eu não pude gastar, perdi ou deixei de ganhar, estivesse eu em Cafarnaum ou no Vale de Caxemira seria a mesma coisa, assim como em Londres ou Honolulu, e este som abafado do ataúde chegando ao fundo da cova me faz lembrar a Sinfonia do Novo Mundo como a Noite do Monte Calvo.
Já me preocupo com a movimentação que será feita por ocasião do sétimo dia, quando muitos provavelmente virão aqui novamente, e depois no primeiro mês, e no Dia de Finados, e a partir daí as coisas começando a se distanciar... a sétima semana, o sétimo mês, o sétimo ano, a sétima década e assim “ad eternum per omnia saecula, per omnia tempora...”
Enfim, lá vão eles se retirando, menos circunspectos do que deviam, pensando no que irão jantar e que vinho irão beber.
O último intruso atravessa o portão em direção à praça, e eu me recolho dentro do desconhecido.      

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019


NOVOCABULÁRIO INGLÊS
(Copyright MacMillan)

(ver tradução após o texto)





FURKID

If looking after a baby seems like too much hard work, why not think about getting a FURKID? A furry companion, whether it as a dog, cat, or rabbit, might not just be a pet, but a substitute child which we can love and care for as a parent would, but won’t answer us back or eventually want to drive our car!

            “Couples like FURKIDS because they usually give them less trouble in everyday life and their friends are not noisy kids from the neighborhood always messing up the house and meddling in the fridge.” (ABC Network – Australia, 2004)
  

TRADUÇÃO

PELUDOS
Se cuidar de uma criança parece ser muito trabalhoso, por que não pensar na aquisição de um PELUDO? Ter um bichinho peludo, seja um cão, um gato ou um coelho, não significa apenas ter um animal de estimação, mas ter um ser para amar e cuidar como um pai o faria com uma criança, com a vantagem de ele não discutir conosco a respeito dos nossos atos nem de querer eventualmente dirigir o nosso carro!     

 “Casais gostam de adquirir PELUDOS porque eles geralmente dão menos trabalho nas atividades do dia-a-dia e seus amigos não são crianças barulhentas da vizinhança sempre bagunçando a casa e fuçando na geladeira.” (divulgado pela ABC Network – Austrália, em 2004)






PONHA A TRISTEZA LÁ FORA 
1980
(Samba de Augusto Pellegrini)

Ponha a tristeza lá fora
Que a dor desconsola
Só quem lhe quer bem
Ponha a tristeza lá fora
Que a dor desconsola
Só quem lhe quer bem
E então ao findar esta tristeza
Na procura de outra vida
Encontrarás outros pares

Você verá que nas ruas
Nos cantos, nos bares
No meio da lama
No fundo dos lares
A felicidade está perto também
Você verá que hoje o sol
Tem mais beleza
Viola no canto
Batuque na mesa
No braço estendido
O carinho de alguém 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019






SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 26/10/2018
RÁDIO UNIVERSIDADE FM 106,9 Mhz
São Luís-MA

COOL JASZ DUO - JEAN-LUC BÉRANGER & KARIN ANDERSON

Jean-Luc Béranger e Karin Anderson formam o chamado "duo perfeito", apresentando com a sua música muita sensibilidade, refinamento e bom gosto. Ambos são franceses, nascidos em Nantes, o que facilitou o seu encontro e entrosamento ao longo do tempo, tendo como base o padrão jazzístico que ambos cultivam. Jean-Luc é um guitarrista da escola dos grandes mestres do jazz - neste caso mais precisamente do cool-jazz - e Karin faz da sua voz com o timbre levemente grave uma contraposição harmônica junto com a guitarra, produzindo uma sonoridade que alcança a perfeição. O álbum traz uma variedade de standards da música americana da primeira metade do século 20 e também da música brasileira alicerçada na bossa nova dos anos 1960. No programa "Dindi", "Wave", "Autums Leaves", "All the things you are", "Nuages" e "Lullaby of Birdland", entre outras.

Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini
                                                                                                                                    

sábado, 30 de novembro de 2019






UMA NOITE SINISTRA
(Excerto)

E como se não bastasse, ainda esta dor de dente!
Dor de dente, dor de parto, dor de angina, dor nos rins, todas parecem juntas agora, colocando o pélvis, o costado e o peito num só padecimento e se concentrando no lado esquerdo do alto da boca, a língua grossa como uma esponja de lavar louça amortecida por aquela pomada preta e milagrosa – Um Minuto – o nome escrito na caixinha de papelão antiga e rústica.
Uma Cafiaspirina engolida com um gole de água morna junto com uma Neosaldina, depois um Buscopan e uma careta, e sigo em frente tateando como um cego, luzes multicoloridas acendendo e apagando no fundo da retina, meio morto, meio tonto e meio torto, da cozinha para o corredor, do corredor ao banheiro para uma rápida inspeção no espelho e depois rumo ao quarto para pagar o resto dos meus pecados.
Vontade de socar a cabeça no balaústre da escada nem que tudo possa vir abaixo, balaustrada, escada, sacada, e os vinte e tantos ossos da caveira, parietal, frontal, occipital, hospital.
-0-0-0-
Tudo começou com uma bebedeira vespertina e depois veio a noite interminável com a insônia e seus correlatos, vagando pelos aposentos silenciosos até que surge a porta da geladeira encerrando mil delícias para a madrugada.
Eis um pedaço de goiabada piscando para mim num convite quase obsceno – muito bom apara repor o açúcar perdido – e então vem a primeira dentada e a primeira mastigada, e aí o nervo exposto do pré-molar produz aquela pontada fina e aguda que me encheu de cores.
O medo atávico do dentista rapidamente se transformou em amor à primeira vista e me sobreveio uma intensa saudade do doutor Jacinto apesar do ruído da broca, do jato de água gelada e do sopro do ar quente comprimido.
Se eu telefonar para você a esta hora e desatar o nó das minhas desesperanças, caro Jacinto, é bem provável que você me convide para uma consulta rápida e sem volta, um curativo, uma extração e depois um tiro na boca para que eu nunca mais venha a incomodá-lo nas madrugadas.
Cheguei ao fundo do poço. Nada poderá piorar meu sofrimento físico.
-0-0-0-
Parece uma profecia: chutei o degrau da escada.
Não só chutei a peça de granito e cimento com gosto e sem chinelo como fui lançado para o primeiro lance, os óculos se me escapando da cara e se projetando para cima de um vaso com um arranjo de artemijas e a barriga embicando contra a quina do quarto ângulo – a testa no sexto.
Com o polegar do pé em chamas, saio rastejando como um ápode no encalço dos óculos cujas lentes já se encontram tão opacas que francamente não faz mais o menor sentido tê-los ou não tê-los.
Acho que estou entrando em um plano astral só conhecido pelos faquires e outros autoimoladores orientais, este sim é o verdadeiro nirvana, se eu sobreviver a esta experiência vou pregar a Verdade em praça pública, vou elaborar um tratado sobre o efeito da goiabada cascão sobre a salvação eterna, a mais açucarada forma de purificação.
Agora, não há frio nem calor, as dores se transformaram numa dormência cálida enquanto eu sinto meu corpo se fundir com as lajotas do piso e o adormecimento chega enfim em forma de desmaio.
Somente a haste dos óculos me incomoda um pouco, pressionando a área compreendida entre a orelha e a fronte como um torniquete movido por um parafuso milimétrico.
O resto é sombras.      


quinta-feira, 28 de novembro de 2019







NOVOCABULÁRIO INGLÊS
(Copyright MacMillan)

(ver tradução após o texto)

BUSTITUTION

You arrive at the station, exhausted after work, to discover that your train has been substituted by a bus. You get on the bus and join a group of unhappy, complaining people. You’re another victim of BUSTITUTION, and as the bus drives slowly down the road, you know that your journey will take at least twice as long as usual.    

            “Britain’s biggest rail union has condemned the decision to replace Wolverhampton-Walsall local rail services with a ‘fast coach service’ from next April. The move, the first BUSTITUTION under new powers created by the 200 Railways Act, was confirmed in the SRAs Route Utilisation Strategy for the West Midlands.” (RMT.org.uk, 26th July 2005)
  

TRADUÇÃO

SUBSTITUIÇÃO DE TRANSPORTE COLETIVO
(Tradução adaptada)
Você chega ao terminal de ônibus depois de um dia cansativo de trabalho e descobre que o seu ônibus costumeiro foi substituído por um circular. Você entra no circular e se junta a um grupo de infelizes que se queixam o tempo todo. Você á mais uma vítima da SUBSTITUIÇÃO DE TRANSPORTE COLETIVO e enquanto o circular segue vagarosamente pelas ruas da cidade você tem certeza que a sua viagem vai levar o dobro do tempo normal.     

 “O maior sindicato de transportes da Grã-Bretanha condenou a decisão de substituir o serviço da linha Wolverhampton-Walshall por uma linha de ônibus “rápida” a partir do mês de abril. A mudança, primeira SUBSTITUIÇÃO DE TRANSPORTE COLETIVO da nova política de transportes feita pela 200 Railway Act, foi confirmada pelas autoridades de acordo com as novas estratégias implantadas para a região de West Midlands.” (divulgado pelo site RMT.org.uk em 26 de julho de 2005)

quarta-feira, 27 de novembro de 2019






SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 27/04/2018
RÁDIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

HARRY CONNICK JR.

Considerado um dos artistas americanos mais brilhantes dos últimos trinta anos, o cantor, pianista, ator e apresentador de televisão Harry Connick Jr. chegou a ser considerado o sucessor de Frank Sinatra na preferência do público. Um recordista de venda de discos e em turnês pelo mundo, Connick alia um excelente piano-jazz ao estilo mix entre Thelonious Monk e Errol Garner a uma voz feita para cantar standards, o que faz dele o "one-man show" que todos apreciam. A gravação deste álbum foi feita em 1992, e Harry Connick desfila alguns sucessos como "Stardust", "After You've Gone", "Tangerine" e "Caravan" transmitindo muita balada e muito jazz, com a participação especial do pianista Elis Marsalis, do cantor Johnny Adams, do baixista Ray Brown e saxofonista Ned Goold.

Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini