quarta-feira, 13 de março de 2019






THE GRAMMAR BIBLE

ENGLISH IN DROPS – A GOOD WAY TO PRACTICE AND CLARIFY ENGLISH GRAMMAR POINTS
    (Copyright Michael Strumpf & Auriel Douglas)


Everything you always wanted to know about grammar but didn’t know whom to ask


PLURAL OF Ms.

Question: “How do you form the plural of Ms.?” asked an editor at a women’s magazine.
Answer: Ms. is a tittle of respect attached to a woman’s name that does not imply a particular marital status. Since  Ms. lacks internal periods, add -s to form the plural, Mss. Take heed, however. Without the capital, mss. is an abbreviation for manuscripts.    





INGLÊS EM GOTAS – UMA BOA FORMA DE PRATICAR E ESCLARECER DÚVIDAS EM INGLÊS

(Direitos reservados a Michael Strumpf & Auriel Douglas)

Tudo o que sempre quis saber sobre gramática mas não sabia a quem perguntar

PLURAL DE Ms.

Pergunta: “Qual é o plural de Ms.”? perguntou o editor de uma revista feminina.
Resposta: Ms. é uma forma de tratamento que se dá ao sobrenome de uma mulher independentemente do seu estado civil. Neste caso basta adicionar -s para formar o plural Mss. Preste atenção num detalhe: Sem a inicial maiúscula, mss. é a abreviação da palavra manuscrito.

domingo, 10 de março de 2019







INGLÊS EM GOTAS – UMA BOA FORMA DE PRATICAR E ESCLARECER DÚVIDAS EM INGLÊS

(Direitos reservados a Michael Strumpf & Auriel Douglas)

Tudo o que sempre quis saber sobre gramática mas não sabia a quem perguntar

PLURAL DE PALAVRAS QUE NORMALMENTE NÃO SÃO PLURALIZADAS

Pergunta: Alguém perguntou, “Como se faz o plural de uma palavra que não tem plural, como if, and e but?”
Resposta: Eis aqui mais um outro problema de plural meio confuso. Para fazer o plural de palavras que não têm plural simplesmente adicione -S. No exemplo acima, o plural de if, and e but é ifs, ands e buts.
Seguem mais dois exemplos:

Lenny vai ensinar os dos e don’ts a respeito de como usar o aparelho.  

Quantos totallys um jovem americano fala em média por minuto?

sábado, 9 de março de 2019






TRISTE INVERNADA
(Augusto Pellegrini)

O que mais preocupa na tarde cinzenta
Não é a perspectiva da noite vazia
O que me irrita e de fato me atormenta
É não ver cores vivas festejando o dia

Durante horas a fio o vento, qual açoite
Bate com força rude junto à chuva forte
A natureza uiva como fosse a morte
Mostrando a desolada face toda a noite

Manhã surgiu, nesga qualquer de sol
E o azul do céu segue sendo escondido
As aves fugiram sem ter arrebol
Voaram todas para o desconhecido

Parece que esta tarde, cinza e sem sabor
Vai ser acompanhada de outra noite magra
Trazendo desalento, frio e dissabor
Face cruel desta longa invernada

Fevereiro 2019

quinta-feira, 7 de março de 2019






NOVOCABULÁRIO INGLÊS
(Copyright MacMillan)

(ver tradução após o texto)

MARMALADE DROPPER

Imagine reading something so exciting one morning that you forget what you’re doing at the breakfast table. MARMALADE DROPPERS (in the United Kingdom) and MUFFIN CHOKERS (in the United States) are those pieces of journalism – stories, photographs, and quotations – which are so shocking that they can cause you to end up with jam on your tie or crumbs all over your shirt.

“Ah, how we Brits like a good, old-fashioned, legover saga to read over breakfast table – what one editor I know calls a “MARMALADE DROPPER” (it is such a gripping yearn, your knife hovers above the toast as you read the paper aghast, the marmalade slipping off unnoticed). (The Week, 5th December, 2004)


TRADUÇÃO

Imagine você certa manhã lendo algo tão interessante que o faz esquecer que você se encontra naquele momento na mesa do café matinal. No Reino Unido eles chamam de DERRAMADORES DE GELÉIA e nos Estados Unidos eles chamam de ENGASGADORES DE PÃO DE LÓ a certas obras de jornalismo – histórias, fotografias e comentários – que de tão revoltantes podem fazer com que você acabe com geleia na gravata ou migalhas de pão na camisa.

 “Ah, como nós, britânicos, gostamos de uma boa, velha e escandalosa história para ler na mesa do café pela manhã – o que um editor chamaria de DERRAMADORAS DE GELEIA (é uma ânsia tão arrebatadora que a sua faca fica pairando sobre a torrada enquanto você lê o jornal totalmente chocado com a notícia e não percebe que a geleia está caindo)”.   

domingo, 3 de março de 2019





O CARNAVAL DOS OUTROS
Segunda parte


Em alguns lugares deste imenso território verde-amarelo – tomemos, por exemplo, a cidade de Salvador – o calendário oficial que demarca o carnaval não é seguido à risca, pois a festa começa com a passagem do ano e termina bem além da Quarta Feira de Cinzas. Dizem os maldosos que na verdade ele nunca acaba, se prolongando por todo o ano...
Quanto ao Rio de Janeiro, parece até conversa de brasileiro, mas o seu Carnaval é visto como o mais sensacional do mundo, “um teatro a céu aberto”, “uma febre de luzes e cores”, “uma ópera popular contagiante” ou “um espetáculo de música e alegria” como o descrevem nossos ufanos jornalistas.
O fato é que o Rio conseguiu exportar seu modelo de carros alegóricos, adereços e bateria para Tóquio e – pasmem! – até para Helsinque; também mandou a alegria dos blocos de rua para Nova York e Buenos Aires, e se mantém absoluto neste quesito, eis que o Livro Guinness de Recordes aponta o Galo da Madrugada, de Recife, como o maior bloco carnavalesco do mundo (o bloco mais antigo, ainda em explosiva atividade,  seria o Cordão do Bola Preta, fundado em 1918, mas o Galo continua cantando mais alto, pelo menos no Livro).
Apesar da pujança do Carnaval carioca, muito antes do Zé Pereira sair batendo a sua lata nas ruas do Rio Antigo e dar o ponta-pé inicial no Entrudo, outros países já faziam os seus Carnavais do seu próprio jeito, com motivos, fantasias, música e desfiles que em muito diferem da alegria e dos pecados encontrados no sul do equador.
Em Veneza, as festividades começaram no século 17, e têm seu ponto alto nas máscaras que os nobres usavam para poder sair às ruas e se misturar com o povo sem serem reconhecidos. As máscaras até os dias de hoje são muito sérias e não remetem à folia, preferindo se referir ao drama e à comédia do teatro grego.
O Carnaval de Veneza nasceu nas ruas sob a inspiração dos personagens da Commedia Dell’Arte – Arlecchino, Pantalone, Colombina, que na nomenclatura portuguesa ganhou a tradução de Arlequim, Pierrô e Colombina – e passou também para os salões, sendo festejado durante dez dias a fio.
A sua música é baseada no folclore italiano, e apesar de alegre e vibrante, não chegaria a contagiar o folião brasileiro, que iria sentir falta de um ritmo mais explosivo.
O Carnaval de Paris talvez não seja tão conhecido, mas faz parte do calendário oficial da cidade desde o século 16.
Ao contrário do Carnaval de Veneza, o de Paris nasceu por conta dos trabalhadores, o que fez com que historicamente ele possuísse menos glamour e riqueza. Além do mais, ele foi descontinuado entre os anos 1950 e 1993, o que faz com que muitos parisienses não lhe deem atualmente muita importância.
O Carnaval de Paris marca, porém, um ponto decisivo na história dos folguedos, pois influenciou na existência do Mardi Gras, como é chamado o Carnaval de Nova Orleans.
Existem outros carnavais pelo mundo afora que reúnem turistas de todas as nacionalidades, desde o Carnaval de Inverno de Quebec-Canadá até o de Colônia-Alemanha, passando por Barranquilla-Colômbia e Basiléia-Suiça.
Excetuando o Rio de Janeiro e possivelmente Salvador, o Mardi Gras – expressão francesa que significa Terça-Feira Gorda – é o carnaval mais procurado pelos turistas, chegando a reunir na temporada momesca mais de 4 milhões de pessoas na cidade de Nova Orleans.
Os festejos começam a esquentar já no mês de janeiro, mas dez dias antes da terça-feira gorda a coisa realmente pega fogo, com muita gente participando do clima musical-gastronômico proporcionado pela cidade.
Músicos tocam nas esquinas e, é claro, nos bares e restaurantes. No French Quarter, o bairro mais famoso da cidade, rolam desfiles com carros alegóricos tocando Dixieland – a marca registrada da Louisiana – e também o blues e outras músicas, sejam elas caribenhas ou de origem crèole, que é uma afro-mistura da música européia com a música feita pelos negros no século 19.
Talvez a diferença fundamental entre os Carnavais de Nova Orleans e do Brasil seja a dança. Enquanto no Brasil – Rio, Salvador, Recife, Olinda ou onde quer que seja – os participantes dos desfiles e aqueles que assistem aos desfiles dançam ao som da bateria que batuca incessantemente ou da charanga que entoa as músicas populares, na Louisiana os músicos tocam, os participantes desfilam e o povo escuta, no máximo balançando o corpo e acompanhando o ritmo com os pés batendo no chão. 
As marcas registradas do Mardi Gras são os desfiles com jeito de banda militar, as máscaras de gesso, as cheerleaders (garotas uniformizadas que fazem evolução à frente dos carros alegóricos a exemplo do que fazem nos intervalos das grandes competições esportivas americanas), negros trajando um figurino utilizado há mais de cem anos evoluindo por entre os carros, e algumas moças, na maioria universitárias, mostrando instantaneamente os seios em troca de colares de contas para cobri-los novamente.
E haja camelôs para vender colares...   

sábado, 2 de março de 2019






NOVOCABULÁRIO INGLÊS
(Copyright MacMillan)

(ver tradução após o texto)

LEISURE SICKNESS

You were looking forward to some fun and relaxation over the holidays, so how annoying that you caught a cold and felt really ill. If it’s any consolation, so many people regularly have the same experience that psychologists now have a name for it – LEISURE SICKNESS: those illnesses which always seem to occur during weekends and holidays.

“The average American needs three vacation days before feeling relaxed, and 43 percent of us return being overwhelmed by the work we have to do. Then, there’s the 3 percent who develop flu-like LEISURE SICKNESS during weekends and holidays.” (Washington Post, 7th August, 2005)


TRADUÇÃO

Como é desagradável você ficar resfriado e começar a se sentir mal quando está se preparando para ter alguma diversão e relaxamento nos feriados que estão chegando! Se é que isto pode ser um consolo, muitas pessoas experimentam regularmente a mesma sensação irritante que os psicólogos estão chamando de “MAL DE LAZER”, as doenças que sempre parecem ocorrer nos feriados e nos fins de semana.

 “O americano precisa em média de três dias de folga para se sentir realmente relaxado, e 43% de nós volta do descanso ainda totalmente ligado ao trabalho que terá que fazer. Existem ainda os 3% que apresentam um MAL DE LAZER, sensação parecida com uma gripe que se desenvolve no período da folga”.
  

sexta-feira, 1 de março de 2019






O CARNAVAL DOS OUTROS
Primeira parte

O carnaval brasileiro é o mais famoso do mundo, dizem as boas e más línguas.
Não chega a haver controvérsias, inclusive pela opinião das autoridades no assunto, cronistas mundanos e turismólogos em geral, mas é bom a gente saber, do alto da nossa proverbial verdade, que existem outros Carnavais que não estes cantados pelos sambas de enredo, pelas marchas-rancho, pelas marchinhas, pelos sambas de carnaval, pelo frevo e pelo maracatu, e atualmente pelos ritmos baianos, gostem-se deles ou não.
Enquanto as escolas de samba invadem as madrugadas rasgando as passarelas do Rio de Janeiro, São Paulo e outras capitais brasileiras, e enquanto animados blocos desorganizados vão arrebanhando foliões avulsos pelas esquinas movimentadas das grandes metrópoles ao som de uma charanga improvisada, outras partes do mundo vão fazendo a sua parte.
Afinal, é Carnaval, uma festa que dizem ter seu nome originado no latim “carnis levale” (adeus à carne), ou seja, adeus aos prazeres da carne, ironicamente produzida num período de cinco dias onde a carne (sem trocadilho) abunda.
Apesar de o nome ser derivado do latim, historiadores acham que o evento começou a ser festejado na Grécia entre 600 e 520 a.C., nos cultos onde se agradecia aos deuses pela fertilidade da terra, isto é, gandaia não é coisa dos nossos dias.
Nas grandes confraternizações populares da Grécia daquela época, aí incluindo os Jogos Olímpicos, os protagonistas participavam totalmente nus, vindo talvez daí o feitio dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro – aquilo que a televisão não mostra.
A tradição do carnaval grego se espalhou pelo mundo e cada povo passou a festejar de acordo com os seus próprios costumes. A Igreja Católica autorizou a comemoração pagã nos dias que antecediam a quaresma, quando as coisas seriam recolocadas nos eixos. Ao que tudo indica isso aconteceu ao redor de 590 d.C.
De acordo com a tradição, depois do período da orgia deve haver um período de abstinência, jejum e meditação – que no Brasil é usado para começar a temporada de carnavais fora de época.
O carnaval, proposto em diferentes formas, faz parte da comemoração de diversos países. Alguns tipos de Carnaval são claramente baseados nos festejos do Rio de Janeiro, é certo, mas outros se baseiam em uma cultura própria e diferem em forma e conteúdo.
O que existe de semelhante em todos eles é a data da celebração, baseada na quaresma, que marca quarenta dias de jejum – período que Cristo passou jejuando no deserto, antecedendo o domingo de Páscoa, cuja data é fixada como o primeiro domingo depois do aparecimento da primeira lua cheia na primavera do hemisfério norte (confuso, não?).
Assim, estranho que possa parecer, a fixação da data da “carnavalia” foi feita em função de um evento religioso, pois apesar dos relatos históricos que atestam a origem pagã dos festejos, a história moderna situa o início das festividades a partir da implantação da Semana Santa pela Igreja Católica no século 11, antecedidas pelos quarenta dias de jejum, a chamada quaresma.
Assim, “carnis levale” significava um adeus temporário aos prazeres deste mundo durante quarenta dias de jejum e abstinência, e para tanto os homens faziam grandes “festas de despedida”, evidentemente com muita esbórnia e salve-se-quem-puder.
O carnaval da antiguidade durava uma semana e era marcado por grandes festas onde se dançava, comia e participava de alegres libações. Os escravos ganhavam uma semana de licença para fazerem o que bem entendessem e o próprio rei entrava na farra junto com a patuleia – daí surgindo possivelmente a figura do Rei Momo.
Hoje, pelo menos pelo que se observa no Brasil, aquele rei é representado por alguns governantes e algumas celebridades que evitam o contato direto com o povo e preferem se isolar nos camarotes especiais das cervejarias ou frequentar bailes de gala isolados, cuja participação se restringe a convidados especiais.
Mas os escravos continuam tendo a sua semana de folga.  


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019







UMA BREVE HISTÓRIA DO CHORO

(Trecho do meu livro “AS CORES DO SWING”, estabelecendo uma relação entre o choro e o jazz. O livro está pronto, mas ainda não foi lançado)


No entanto, é bom que se frise que Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, esteve em Paris com Os Oito Batutas em 1922, onde chegou a interagir com algum tipo de jazz. Ele ficou por lá durante seis meses e levou um repertório composto de samba, maxixe e choro, trazendo de volta na bagagem algum charleston, ragtime e shimmy (uma espécie de dança na qual a pessoa mantinha o corpo ereto e apenas movia os ombros, famosa na época com a música de Spencer Williams “Shim-Me-Sha-Wabble”, de onde provém o seu nome).
E, apesar da pouca penetração que o jazz tinha nos ouvidos brasileiros, posto que no Brasil havia uma profunda xenofobia que torcia o nariz para as artes externas – mais tarde exacerbada pela Semana de Arte Moderna – existiam formações, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, que se autodenominavam orquestras de jazz, como a do violinista Dante Zanni, a Jazz Band do Batalhão Naval, a Jazz Band Sul-Americano do saxofonista Romeu Silva, algumas sociedades carnavalescas e a Carlitos et Son Orchestre, do baterista Carlos Blassifera, que foi para a França, onde se radicou em 1926. Mas, mesmo com esta pequena troca de experiências, o que no Brasil se chamaria de jazz se resumiu a algumas poucas tentativas imitativas mais ou menos canhestras.
A nossa cultura musical, assim como acontece com outros aspectos da cultura brasileira, se apoiava em um tripé que tinha a origem no índio nativo, no negro escravo e no português colonizador.
O índio foi o responsável pela criação do instrumento percussivo básico; o negro nos brindou com o canto, a dança e a alma, com muita ginga e malícia; e o português, que trouxe da Corte os instrumentos musicais – piano, violão, violino, e posteriormente os metais e as madeiras – nos presenteou com a teoria musical europeia.
Um país preocupado em descobrir a sua própria musicalidade não parecia ser o local apropriado para que uma outra música – já elaborada, recém-criada e absolutamente diferente de quase todos os matizes que faziam parte da nossa identidade na época – pudesse chegar e se desenvolver.
Dizemos “quase” todos os matizes porque o legado que o negro escravo no Brasil deixou para a música foi, em essência, o mesmo legado que a música americana recebeu do negro escravo que para lá foi mandado.
A participação do negro na música popular brasileira foi antiga e decisiva.
A exemplo dos hollers da América, no Brasil se exercitavam os pregões (outra herança de Portugal), e em contraposição aos spirituals e gospels o Brasil respondeu com rituais de cunho religioso, de onde surgiram congadas, maracatus e afoxés – que surpreendentemente deram origem a uma cultura pagã ao desembocarem nas escolas de samba a partir de 1928.
Muitas pessoas do povo, boa parte deles negros, se encontravam nas esquinas e nos quintais para fazer música popular já durante os séculos dezoito e dezenove, antes mesmo que os seus pares americanos se juntassem para organizar as suas spasm bands. Estes músicos deram início à organização dos sons e dos ritmos populares, e sem dúvida anteciparam o que viria a ser, no futuro, a música popular brasileira.
Estas bandas incipientes eram compostas por “músicos” que utilizavam uma grande variedade de instrumentos não oficiais, muitos deles totalmente fora de propósito – bambus, folhas de metal retorcidas, troncos de árvores ocos, ossos, chifres, artefatos de cerâmica, apitos e flautas rudimentares – que pouco a pouco foram sendo substituídos por instrumentos de verdade, para chegarem às portas do século vinte relativamente organizadas em forma de bandas.
Apesar da participação do negro tanto lá como cá, a distância que separava a música americana da música brasileira no início do século vinte não era só física, mas também estrutural.
A música americana tomou o caminho do jazz através de uma série de circunstâncias e de fatores sociais, históricos e religiosos, como as work songs (canto que cadenciava o trabalho dos escravos), o lamento profano do blues, a louvação religiosa dos spirituals, as marchas militares, o fim da guerra civil e da escravidão e – finalmente – o ragtime e toda a influência cosmopolita de Nova Orleans. Ela também foi influenciada sobremaneira pela a expressão vocal africana e sua escala musical intuitiva.
Como no Brasil não houve esta mesma diversidade de fatores, a influência maciça foi mesmo a dos hábitos cultivados em Lisboa e no Rio de Janeiro e da música introduzida pelos portugueses, como a modinha e a polca. É claro que também houve a influência da expressão musical africana, mas ela se fez principalmente na forma de ritmo e pulsação.
Foi dos portugueses que recebemos todo um embasamento harmônico e tonal, além dos instrumentos europeus populares mais característicos, como o piano, o bandolim (que se derivou para o cavaquinho), o violão, e em menor escala o contrabaixo, o clarinete e o violino.
Dos portugueses também adquirimos a noção de síncope, harmonia e composição. Estes elementos, com a adição do pandeiro originário da Espanha e do ritmo peculiar criado pela junção do índio e do negro, deram à nossa música popular a identidade que faltava, fazendo surgir a “música dos barbeiros” ou “dos alfaiates” – pontos onde os músicos se reuniam para tocar – o que seria responsável pelo aparecimento do choro.




sábado, 23 de fevereiro de 2019






NOVOCABULÁRIO INGLÊS
(Copyright MacMillan)

(ver tradução após o texto)

LATTE FACTOR

Try avoiding the morning trip to a coffee bar to grab a latte on the way to work or to your classes, and see how much cash you save. The LATTE FACTOR represents the amount of money we waste each day on quick drinks and snacks. Financial analysts have estimated that if you saved this money each day, you could be a millionaire in 41 years.  

“You don’t have to change your whole life – says David Bach (inventor of the phrase)… – but  you find your LATTE FACTOR. It’s a metaphor for where you’re spending money on little things that you could cut back on without changing your lifestyle…” He says spending $5 less a day will grow to $948,612 over 40 years at a 10% annual rate of return.” (USA Today, 14th April 2005)

TRADUÇÃO

Tente evitar aquela ida até a padaria para o café com leite regular de todas as manhãs antes de ir para o trabalho ou para a escola, e você vai ver quanto você vai economizar. O “FATOR LEITE” representa a quantidade de dinheiro que nós gastamos à toa por dia em bebidas e lanches. Analistas financeiros estimam que se você economizar este dinheiro todos os dias você pode se tornar um milionário em 41 anos.

 “Você não precisa mudar o seu estilo de vida – diz David Bach (inventor da frase “FATOR LEITE)... – mas você vai descobrir o que é o “FATOR LEITE”.  É uma metáfora que indica que você está gastando dinheiro com pequenas coisas que poderia evitar sem modificar o seu padrão de vida...”  Ele afirma que se você deixar de gastar R$ 15,00 por dia durante 40 anos com juros de 10% ao ano, você acumulará mais de 3 milhões de reais depois de 40 anos de prática.   

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019






SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 12/05/2017
RÁDIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz 
São Luís-MA

TERELL STAFFORD - FORGIVE AND FORGET   

O trompetista Terell Stafford é um dos músicos que fazem parte no momento da elite jazzística americana. Definido pelo pianista McCoy Tyner como "um dos maiores músicos do nosso tempo", e sendo entusiasticamente recomendado pelo também trompetista Wynton Marsalis, Stafford tem tido uma atuação brilhante no cenário jazzístico de Nova York. Além de tocar na Jazz at Lincoln Center Orchestra e lecionar música na escola Jazz at Lincoln Center e na Julliard, ele também ocupa o cargo de diretor de Estudos de Jazz na Universidade de Temple, em Filadélfia. O CD apresentado nesta sexta foi enviado ao Sexta Jazz pelo seu produtor, o saxofonista Herb Harris, que é também o autor de todas as músicas, e mostra um trompetista maduro que passeia com desenvoltura pelo hard-bop com uma inclinação modernizada do tipo de jazz que remonta às incursões de Donald Byrd e Clifford Brown. O álbum foi gravado em novembro de 2016, e vai direto do forno para a mesa do ouvinte do Sexta Jazz. Bom apetite!     

Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini