terça-feira, 13 de agosto de 2019







SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 25/08/2017
RÁDIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís - MA

ELDAR DJANGIROV TRIO

Eldar Djangirov é um jovem pianista nascido na ex-União Soviética e naturalizado americano. Eldar toca um jazz contemporâneo com muito vigor, impondo uma forma bastante pessoal com uma forte influência do estilo "piano para concerto e orquestra". Assim, ele mostra traços da sua origem, apesar de ter-se aclimatado ainda criança ao jazz de Kansas City, para onde sua família emigrou em 1997 quando ele tinha 10 anos. Sua interpretação tem muita sutileza, e preenche todos os espaços ao estilo de Art Tatum, Oscar Peterson ou Herbie Hancock, e sua harmonia varia da expansividade de McCoy Tyner ao lirismo de Bill Evans, pianistas que ele estudou quando adolescente e de quem adquiriu muito da sua performance. Neste programa, Eldar interpreta composições próprias e também melodias de George Gershwin e Irving Berlin e a popular "Morning Bell" do grupo de rock alternativo inglês Radiohead.

Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini
                                                                                                                                    










NOVOCABULÁRIO INGLÊS
(Copyright MacMillan)

(ver tradução após o texto)

PHISH

Look out for a PHISH in your e-mail. No, this is not a picture of a trout or a salmon, but a message asking you to click on a link to a web page and confirm personal information. This PHISH is bait – if you get hooked by it, you could be conned into giving personal details and therefore allow criminals access to your bank or credit card account.
 “1% of users had been the target of a sophisticated PHISHING scam where fraudsters send fake bank e-mails – for instance claiming a customer is overdrawn – to computer users. The e-mails use hyperlinks drawing victims to fake websites, where they reveal personal details, allowing others access to their accounts”. (The Guardian, 3rd May 2005)
  

TRADUÇÃO

PHISH (*)
Fique alerta para a existência de PHISH no seu e-mail. A gente não está se referindo a um “fish” (truta ou salmão), mas a uma mensagem que pede para você clicar num link de uma web page e confirmar alguns dados pessoais. Este PHISH é uma isca – se você for fisgado por ela você acabará fornecendo detalhes da sua vida pessoal e consequentemente permitir que criminosos tenham acesso à sua conta do banco ou do cartão de crédito.

 “1% dos usuários têm sido alvo de uma sofisticada operação de varredura por PHISHING, onde fraudadores enviam falsos e-mails de bancos para os clientes – por exemplo – informando que a sua conta está negativa. Os e-mails utilizam hiperlinks atraindo as suas vítimas para um falso website onde elas fornecem dados pessoais que permitem a terceiros acessar as suas contas. (Publicado em The Guardian em 3 de maio de 2005)

(*) PHISH é o termo que designa as tentativas de obtenção de informação pessoal através da obtenção da identidade da vítima por parte de criminosos que agem na área de conteúdos de informática.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019






THE GRAMMAR BIBLE

ENGLISH IN DROPS
      Copyright Michael Strumpf & Auriel Douglas)

(ver tradução abaixo)


HAVE YOU EVER THOUGHT ABOUT THAT?
(A test to determine whether a word is a noun)  
Question: “Is there a litmus to determine whether a word is a noun?”
Answer: While there is no surefire way to determine whether a word is a noun in every situation, some people find it helpful to apply the following technique in puzzling it out. This procedure works for all nouns except names of specific people, places, or things, also known as “proper nouns”.
There are three words in the English language called “articles”: a, an and the. If in doubt about whether a word is a noun, just place an article before it. If the combination makes sense on its own, the word is a noun. Test some words:
joy > the joy (“joy” is a noun)   
pride > the pride (“pride” is a noun)
angel > the angel (“angel is a noun)
house > the house (“house” is a noun)

Conversely, the test differentiates other parts of speech from nouns.


happy > the happy (doesn’t fit, and something is missing for “happy” is an adjective)

swim > the swim (doesn’t fit, something is fishy, for “swim is a verb)

strongly > the strongly (doesn’t fit, something is wrong, for “strongly” is an adverb)



TRADUÇÃO

VOCÊ JÁ HAVIA PENSADO NISSO?
(Teste para determinar se uma palavra é um substantivo)


Pergunta: “Existe um indicador que determine se uma palavra é um substantivo”?  

Resposta: Mesmo não existindo uma forma absolutamente segura de se determinar se uma palavra é um substantivo em todas as situações, algumas pessoas acham que ajuda muito aplicar a seguinte técnica para resolver o problema. Este procedimento funciona para todos os nomes com exceção dos nomes específicos de pessoas, lugares e coisas, também conhecidos como “nomes próprios”.

Na língua inglesa existem três palavras, the, a, e an, (o-a, um-uma) que são chamadas de “artigos”. Quando em dúvida se uma determinada palavra é um substantivo, coloque um artigo antes dela. Se a combinação fizer sentido como um todo, a palavra é um substantivo. Faça o teste com algumas palavras.

alegria > a alegria (“alegria” é um substantivo)

orgulho > o orgulho (“orgulho” é um substantivo)

anjo > o anjo (“anjo” é um substantivo)

casa > a casa (“casa” é um substantivo)


Por outro lado, o teste vai mostrar como o sistema funciona com outras classes gramaticais.

feliz > o feliz (não combina e algo está faltando, pois “feliz” é um adjetivo)

nadar > o nadar (não combina e soa estranho, pois “nadar” é um verbo)

fortemente > o fortemente (não combina, algo está errado, pois “fortemente” é um advérbio)

quinta-feira, 8 de agosto de 2019






RETALHOS E REBOTALHOS
(Excerto - II)

Quanto tempo estamos nesta caminhada? – dez minutos, dez horas, dez anos – o tempo é relativo e a única coisa que se manifesta é o tique-taque pulsante da minha artéria principal, os batimentos se sucedendo como aqueles que antecipam a explosão de uma bomba-relógio.
Ela segue lá na frente, desviando dos obstáculos como eu dos morcegos, até chegarmos a uma praça arborizada, com uma banca de revistas toda pintada de cinza, bancos de cimento vazios, alamedas tortuosas que cruzam aqui e ali em meio a plantas baixas e algumas florezinhas orvalhadas pelo início da madrugada.
Na frente da praça, um cenário digno dos piores pesadelos, um cemitério de muro baixo, totalmente gradeado com as grades pintadas naquele cinza prateado e o enorme portão de ferro todo trabalhado se abrindo lentamente num ranger de gonzos enquanto ela, a minha musa, gesticula para mim num último adeus e entra lentamente em meio aos ciprestes e às pedras tumulares.
O portão se fecha com outro rangido e ouve-se o ruído de uma corrente se enroscando nas grades, para mim a última pá de cal pra coroar a noite sinistra. Depois, o silêncio absoluto, restando apenas eu, meu cabelo eriçado e embranquecido pelo sereno, enquanto o coração tenta voltar ao compasso normal sem o risco de sair pela boca.   

-0-0-0-

Hannah é uma garota muito meiga, um pouco tímida e tem uma alta sensibilidade artística. Gosta de pintar suaves aquarelas, de ler os clássicos franceses e de ouvir jazz.
Descobrira há pouco tempo um lugar chamado Crème de la Crème que, a despeito da vulgaridade mundana apresentava um talentoso saxofonista que tocava o que ela gostava, do jeito que ela gostava.
Hanna não tinha certeza, mas achava que ele tocava somente para ela, pois era para ela que ele olhava, e a cada pressão dos dedos naquelas chavetas douradas produzia nela um arrepio profundo, como se as suas mãos lhe estivessem proporcionando uma massagem tonificante.
Esta noite, quando ela saiu do bar, ele abandonou o palco para segui-la, embora nunca chegasse perto dela e Hannah, na sua discrição e timidez teve apenas a coragem de lhe dar um furtivo adeus.
Na próxima semana Hannah irá falar com ele, explicar porque tudo é tão difícil e porque se sente intimidada, vulnerável e pequena.
Hannah vai explicar que não é fácil ser a filha do zelador do cemitério e ter que morar naquela solidão, no meio das almas.   







Letra de Augusto Pellegrini sobre música composta por Renato Winkler   - anos 1960
(publicada neste bloco em abril de 2017)

SOMOS NÓS  

Agora nós dois somos sós
O dia partiu sem adeus
A praia deitou com o mar
E um beijo marcou nossa paz
Beijo leve assim, como a flor
Como é doce o amor, como é bom
Abro a cortina, e a lua então
Nos manda sua pálida luz

E neste silêncio
E neste momento
Desta imensidão
Deste nosso mundo
Sequer pensamento
Existe a esta hora
Pra ser mais que o amor
Que serena em nós

Agora nós dois somos sós
Um resto de mundo, mas nós
Distantes do mundo, mas nós
E um beijo marcou nossa paz
E fico em você, mudo então
Escutando o seu coração
Sentindo o seu perfume bom
E o dia partiu sem adeus

segunda-feira, 5 de agosto de 2019







NOVOCABULÁRIO INGLÊS
(Copyright MacMillan)

(ver tradução após o texto)

MOVIEOKE

Here is the perfect pastime for the frustrated actor! If you’ve always wanted a chance to act our scenes from your favorite movies, then cinema’s answer to the karaoke could make your dreams come true. Stand in front of the MOVIEOKE screen, and you too could battle it out with Darth Vader in Star Wars or bring the hills alive with The Sound of Music!  
 “Created in New York, MOVIEOKE is karaoke for the movies. Every Wednesday night, wannabe screen legends flock to a small club in Manhattan’s East Village with one aim: to stand up in front of a crowd of strangers and deliver their idol’s words in their own unique style” (The Independent, March 07, 2005)
  

TRADUÇÃO

MOVIEOKÊ
Eis aqui o passatempo perfeito para um ator frustrado! Se você sempre quis ter uma chance de interpretar as cenas do seu filme favorito, existe uma versão karaokê do cinema para que seus sonhos possam se tornar realidade. Você fica em frente de uma tela MOVIEOKÊ e poderá então participar das batalhas de Darth Vader em Guerra das Estrelas ou viajar sobre as montanhas em A Noviça Rebelde! 

 “Criado em Nova York, MOVIEOKÊ é o karaokê do cinema. Toda quarta-feira à noite, aqueles que gostariam de ser uma estrela lendária do cinema se reúnem num pequeno local no East Village de Manhattan com um único propósito: se apresentar para uma plateia de desconhecidos e atuar usando as palavras do seu ídolo dentro do seu próprio estilo”. (Publicado em The Independent em 7 de março de 2005)

domingo, 4 de agosto de 2019





TRECHO FINAL DE “O GATO PRETO”  
(de Edgar Allan Poe)


 O presidente da Academia Poética Brasileira, jornalista Mhario Lincoln, sugeriu que os seus membros postassem alguma coisa  a postar alguma coisa sobre a #semanaALLANPOE. Eu decidi por reproduzir o próprio autor, posto que nada que eu fosse capaz de escrever teria um impacto maior do que o foi produzido pelo próprio mestre.
“O conto ‘O Gato Preto’ narra as desventuras de um homem que, dominado pelo álcool e pelo desvario, tenta matar o seu gato, do qual conseguiu apenas furar um olho, e acaba matando a própria esposa  numa explosão de loucura, cujo cadáver ele oculta numa parede falsa dentro de um aposento da casa em que morava.
O gato preto desaparecera desde o episódio.
A polícia, intrigada com o sumiço da mulher e alertada pelos vizinhos sobre as esquisitices do vizinho, resolve investigar e manda policiais para revistar a casa.
O homem, muito confiante no seu plano não só os convida e entrar como ajuda na revista e os brinda com frases de efeito, como:

“... Cavalheiros, estou encantado por ter desfeito todas as suas suspeitas ... A propósito, cavalheiros, esta casa é muito bem construída ... Estas paredes são muito sólidas...”

A narrativa que se segue é uma transcrição do conto:

E foi neste ponto que, tomado por um estúpido frenesi de bravata, bati pesadamente com uma bengala que tinha na mão justamente sobre aquela parede atrás da qual jazia o cadáver da minha esposa.
Possa Deus escudar-me e proteger-me das presas do Pai dos Demônios! Tão logo a reverberação dos golpes que eu havia dado desapareceu no silêncio, foi respondida por uma voz de dentro do túmulo! – respondida por um grito, a princípio abafado e entrecortado, como soluços de uma criança, mas rapidamente se avolumando em um grito longo, alto e contínuo, totalmente anormal e desumano – um uivo – um guincho lamentoso, meio de horror e meio de triunfo, tal como só podia ter subido das profundezas do inferno, um berro emitido conjuntamente pelas gargantas de centenas de condenados à danação eterna, torturados em sua agonia, e pelos demônios que exultam em sua condenação.
É tolice tentar descrever meus pensamentos. Sentindo-me desmaiar, cambaleei até a parede oposta. Por um instante, o grupo de policiais permaneceu imóvel, em um misto de espanto e de profundo terror. No momento seguinte, uma dúzia de braços robustos esforçava-se por esboroar a parede. Ela caiu inteira. O cadáver, já bastante decomposto e coberto de sangue coagulado, estava ereto perante os olhos dos espectadores, na mesma posição em que eu o deixara. Mas sobre sua cabeça, com a boca vermelha escancarada e uma chispa de fogo no único olho, sentava-se a besta horrenda cujos ardis me tinham levado ao assassinato e cuja voz denunciadora agora me levaria ao carrasco. Eu havia emparedado o monstro dentro do túmulo! 

sexta-feira, 2 de agosto de 2019







A VIDA INGLÓRIA DE TALARICO JOSÉ
(Excerto - II)

Eis a sua grande desdita: chamar-se Talarico.
Poderiam ter posto o nome de Teobaldo ou Estêvão, mas seu pai – um redondo cavalheiro de bigodeira austera – preferiu um nome de armas a um nome de almas.
Isto pensava ele – o pai – que errou desde o princípio, pois nunca se ouviu falar de um general ou soldado, estratego ou simples aguadeiro, ou sequer de um cavalo que, pronto e ajaezado para a luta, respondesse por tal nome.
Alarico, sim, vândalo e destemido, devastador de aldeias, degolador de populações civis e incivis, violador de virgens e de princípios, um cavaleiro negro às avessas, o que não indica que fosse branco – era amarelo de cara cozida e cabelos de milho, o doce encanto dos visigodos, mas sobrou um T.
Tímido, envergonhado e introvertido, Talarico também jamais chegou a ser um talarico, para a tranquilidade e o sossego dos maridos que o circundavam.
O José entrou de intrometido, o padre batizando com os devidos paramentos, respingos e borrifos, o pobre Talarico chorando, agora berrando – “Como se chamará o menino?” – “Ele se chamará Talarico, senhor padre, Talarico José” – “Então eu te batizo, Talarico José, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!” – e todos ouvindo, sem reclamar, é preciso ter nome de santo para crescer com Deus, o padre assentindo.
O que todos esquecem é que o homem, ímpio por natureza,  criou à sua conveniência a existência de dois Deus, não apenas um. O Deus dos opulentos e o Deus dos desgraçados, andando de braço dado no Jardim do Éden, agora livres do primeiro homem, da primeira mulher e da primeira cobra, cada qual zelando pelo seu rebanho.
“Mas não é a cara da mãe?” – que Deus o livre de semelhante desventura: a mãe tem a cara de uma matrona renascentista pintada por um aprendiz.
“Não tem os olhos do pai?” – ao que o inglório infante, ao fitar os olhos empapuçados do pai, desatou num choro copioso, convulsivo e compreensível.
Definitivamente Talarico parece ser o prefácio antecipando um livro de aventuras que vai finalizar como um libreto de ópera bufa.
O tempo dirá.   


quinta-feira, 1 de agosto de 2019







Letra construída por Augusto Pellegrini sobre uma canção composta por renato Winkler - anos 1960

AMOR MANHà

Se a sombra agora mora em mim
O meu porquê há de virar canção
Estou triste, triste tanto
Só o sorriso bom de uma manhã
Fará nascer o meu sorriso sol
Estou triste, triste tanto
Só o renascer de todo amor
Que imenso foi vai me fazer feliz
Vem beijar meu desencanto
Volta, faz brilhar novamente a lua
Aquela mesma lua
Que iluminou nossa grande noite
Só o teu olhar traz o luar
Pra iluminar o meu anoitecer
Só teu olhar me faz amanhecer
Por que virar canção
Se é tão real?
Venha depressa
Disfarçar o mal
Motivação de minha vida e paz
Cante comigo o meu sorriso sol
E o amor manhã também renascerá










SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 20/10/2017
Rádio Universidade FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

OS CARIOCAS

Formado em 1942 e liderado pelos irmãos Ismael Neto e Severino Filho, o grupo Os Cariocas apareceu como uma alternativa mais moderna dos diversos conjuntos vocais então existentes no Brasil. A harmonização vocal deixava de lado os acordes básicos utilizados pelos demais - Bando da Lua, Anjos do Inferno, Quatro Ases e um Curinga - e se aproximava do trabalho executado por grupos americanos - The Modernaires, The Pied Pipers, The Mel-Tones - com ênfase na voz de falsete. Quando chegou a hora da bossa nova, Os Cariocas puderam mostrar com mais propriedade seus dotes em termos de dissonância e jazzificação, produzindo uma série de álbuns e participando de memoráveis sessões ao vivo nos bares, boates e teatros por todo o Brasil, em especial no Rio de Janeiro. O grupo sofreu diversas modificações ao longo de mais de 70 anos de existência, terminando com a morte de Severino em 2016. Aqui, ele é composto por Severino Filho, Badeco, Luis Roberto e Quartera, e apresenta preciosidades como "Minha Namorada", "Samba de Verão", "Inútil Paisagem", Só Tinha de Ser com Você" e "Vivo Sonhando". 
       
Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini