terça-feira, 14 de outubro de 2014





BRASIL VENCE DO OUTRO LADO DO MUNDO 

(ARTIGO PUBLICADO NO CADERNO “SUPER ESPORTES” DO JORNAL “O IMPARCIAL” DE 14/10/2014) 

Três meses após o vexame da Copa do Mundo, a CBF fez a seleção cumprir um amistoso de risco contra a Argentina. Foi um negócio da China, se considerarmos o valor arrecadado pela entidade e o local do embate. E foi um amistoso de risco porque aparentemente prematuro: o Brasil está começando uma nova fase e deveria fazê-lo com muita calma e prudência.
José Maria Marin nunca escondeu o desejo de apagar de vez o trauma dos 7x1 contra a Alemanha, porque considerou o desastre apenas um simples acidente de percurso. Para ele, todas as coisas na Copa foram bem planejadas e feitas com perfeição, e somente uma dose de má sorte cavalar poderia ter eliminado o Brasil da competição da forma como eliminou.
Para acabar com a má impressão deixada pelo ocorrido, ele arregaçou as mangas e substituiu o técnico perdedor num piscar de olhos, sem avaliar criteriosamente o mercado nem levar em conta as razões do fracasso.
Dunga e Gilmar Rinaldi foram colocados nos lugares de Felipão e Parreira e com isso Marin contava com uma reviravolta no panorama. Até agora, deu certo.
Marin continua vivendo num mundo de faz-de-conta onde tudo é cor-de-rosa, e nem passa pela sua cabeça que está na hora de uma reformulação total de ideias, incluindo aí os modernos métodos de gestão utilizados por empresas vencedoras. Como, porém, o futebol vive de resultados, ele vai faturando seus pontos, com três vitórias e nenhum gol sofrido na nova era Dunga.
A partida contra a Argentina tinha vários aspectos para serem levados em conta: em primeiro lugar, tratava-se do nosso maior adversário, contra o qual disputamos 100 partidas, ganhando 40, perdendo 36 e empatando outras 24; além disso, estava em disputa uma taça, que representa o Superclássico das Américas e vai enriquecer a sala de troféus da CBF; finalmente, o Brasil precisava voltar a ser respeitado pelo resto do mundo.
Numa análise fria da partida, podemos dizer que o Brasil jogou com inteligência, aplicando uma tática de time pequeno até fazer o primeiro gol, numa falha da zaga argentina muito bem aproveitada por Diego Tardelli, naquilo que foi o primeiro chute da nossa seleção a gol. Depois, jogou no erro e no nervosismo do adversário, tentando explorar as jogadas individuais de Neymar – duramente marcado – e de Willian, que tinha muito espaço pela direita devido aos avanços do lateral Rojo e às dificuldades de cobertura da zaga central, Demichelis e Fernández, muito lentos e pesados.
O segundo gol veio também através de uma falha defensiva e do oportunismo de Tardelli.
De positivo, vimos a vontade de o time se encontrar, a obediência tática dos jogadores ao pragmatismo do treinador, e a volta de Kaká, que no pouco tempo que jogou deu uma consistência diferente para o meio-campo. De negativo, a impressão de que o torcedor brasileiro vai continuar sofrendo com a falta de qualidade do nosso futebol.
Mais negativa ainda continua sendo a atitude do técnico Dunga, que mais parece um cão raivoso. Falta-lhe a postura exigida ao cargo de técnico de uma seleção que ostenta o nome de um país.
Dunga bateu boca inutilmente com o pessoal do banco argentino, falou palavrões para o quarto árbitro e mostrou um sério descontrole emocional durante toda a partida, continuando até depois do final do jogo.
E o seu time ganhou por 2x0! Imaginem se tivesse perdido?
O público chinês fez o que pode para incentivar as duas seleções. Infelizmente, porém, o gramado do Ninho de Pássaros mais parecia o chão de um galinheiro, criando muitas dificuldades para brasileiros e argentinos dominarem a bola e melhorarem a qualidade do espetáculo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014







A BOLA E A MÃO 

(ARTIGO PUBLICADO NO CADERNO “SUPER ESPORTES” DO JORNAL “O IMPARCIAL” DE 09/10/2014) 

Em 1863, representantes das escolas e associações de toda a Inglaterra se reuniram para discutir e entrar em acordo sobre o estabelecimento de regras para um novo jogo que estava tomando conta do país – o futebol.
É claro que nessa época o jogo de bola já tinha séculos de existência, mas não passava de um misto entre entretenimento e violência totalmente desorganizado e sem padrão, donde a necessidade da sua regulamentação.
Desta reunião nasceram as primeiras regras, algumas técnicas, outras disciplinares, que foram oficializadas com a fundação, em 1888, da primeira Liga de Futebol, que organizou o primeiro campeonato.
Em 1898 o número de regras passou a ser dezessete, com ênfase a duas características que diferenciavam o “football” do “rugby”, outro esporte coletivo com bola também praticado por clubes e associações na Inglaterra.
Essas duas regras deixavam bem claro o que seria considerado jogo faltoso na disputa de bola (chutes desferidos nos adversários, agarrões e golpes de mão) e a proibição de um jogador conduzir, ajeitar ou lançar a bola com as mãos, exceto quando de tratar do “goal keeper” ou de um lance de reposição de bola em arremesso lateral.
Ao contrário de outras regras cuja aplicação é objetiva, estas duas são bastante interpretativas, cabendo ao árbitro decidir se o choque entre jogadores ou um toque de mão ou de braço foi intencional ou não.
Esta subjetividade torna a arbitragem bastante vulnerável, principalmente agora, quando uma partida pode ser monitorada por câmeras e outros dispositivos eletrônicos.
A International Board já se reuniu algumas vezes ao longo da história e o máximo que conseguiu fazer foi estabelecer alguns critérios – também subjetivos todos eles – como a intenção do atleta cometer a infração ou não.
Para o jogo violento, considera-se a intensidade e a imprudência como fatores determinantes para a marcação da falta e as consequências dela advindas, como a aplicação de cartão amarelo ou vermelho.
Para o toque de mão na bola, o árbitro deve considerar se o lance foi involuntário ou se o jogador teve a intenção de desviar o rumo da pelota ou de facilitar o seu controle para manter a sua posse.
Em vista disso, a CBF promoveu há poucos dias uma reunião do Conselho de Arbitragem, com a participação de árbitros, assistentes e instrutores de arbitragem e a presença da imprensa especializada, mas mesmo com a importância da pauta nada de novo surgiu sob a luz do sol.
Os jogadores devem se preocupar em manter os braços na posição mais natural possível, evitando ampliar os limites do corpo para barrar a trajetória da bola, e aos árbitros cabe a palavra final se o jogador está procedendo dentro da regra.
É muito complicado para um atleta, na dinâmica do jogo, manter os braços em posição de repouso, a não ser quando ele está parado numa formação de barreira. Sempre que o jogador corre, salta ou cai ele precisa movimentar os braços horizontalmente ou para o alto para manter o equilíbrio, ajudar a impulsão ou proteger o corpo da queda. 
Quem milita no futebol, porém, conhece a malandragem do ofício. Os jogadores sabem quando o adversário obstruiu a jogada com um toque de mão – ou braço – involuntário, e o árbitro rodado deveria saber mais do que eles.
Só que aí entra em cena outro tipo de malandragem: o jogador do time A reclama, gesticula e  dramatiza; o jogador do time B faz cara de paisagem ou também reclama e gesticula protestando inocência. E o senhor árbitro vai levando em conta alguma compensação pelos erros que reconhecidamente já cometeu na partida, qual está sendo o resultado do jogo naquele instante e como está  o ânimo da torcida do time da casa.
Aí, interpreta da maneira como lhe convém e deixa o barco seguir.
É bom lembrar que isto também vale para a marcação de pênaltis.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014







AS INJUSTIÇAS DA JUSTIÇA ESPORTIVA 

(ARTIGO PUBLICADO NO CADERNO “SUPER ESPORTES” DO JORNAL “O IMPARCIAL” DE 06/10/2014) 

A última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013 deveria determinar entre outras coisas quais seriam os clubes rebaixados para a Série B, ou seja, os quatro clubes com menor pontuação. Só que não foi bem assim.
Isto só foi definido depois de algumas reuniões, embora fosse comentado à boca pequena que o veredito já estava definido, pois na noite do domingo o Procurador Geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Paulo Schmidt, já havia dado seu parecer a respeito.
Assim, a Lusa foi condenada ao rebaixamento antes mesmo de o Tribunal se reunir, fato absolutamente inédito de casuísmo jurídico. O Tribunal se reuniu depois apenas para referendar, por goleada, o resultado.
Ao final dos jogos daquele domingo, o Fluminense estava entre os degolados, mas a intervenção precisa do Procurador trouxe à tona a possível irregularidade cometida pela Portuguesa, que estava fora da zona dos desclassificados. Em consequência, a Lusa acabou perdendo quatro pontos e foi detonada no lugar do tricolor.
Na ciência do Direito, a gente sabe que cada processo é um processo, e mesmo quando aparentemente se tratam de casos semelhantes, as sutilezas dos detalhes podem originar soluções diferentes.
Portanto, não há nada que possa comprovar ou consubstanciar que haja por parte da Justiça alguma distorção premeditada nas decisões tomadas, mas alguns fatos são por demais preocupantes e podem levar o leigo a uma interpretação não muito lisonjeira.
A Portuguesa foi penalizada por colocar em campo o jogador Héverton sem a devida condição de jogo, embora o clube afirme que não havia sido informado pela CBF sobre a ocorrência no devido tempo.
Só que em 2010 o Fluminense incorreu no mesmo erro ao escalar o atacante Tartá, e se a lei fosse aplicada da mesma forma, o tricolor teria perdido o título, e o tricampeonato teria ido pro vinagre.
Ressalte-se que no mesmo ano o Caxias utilizou o jogador Leandro Chaves irregularmente na Série B, alegou desconhecimento da ocorrência e também foi absolvido.
Como Paulo Schmidt exercia o mesmo cargo em 2013 deveria ter sido invocada jurisprudência para que a Lusa fosse absolvida.
Naquela época, com relação ao jogador do Caxias, houve muita discussão para que se chegasse a um consenso, mas o caso de Tartá praticamente não houve discussão.
No caso da Portuguesa, no entanto, nunca se viu tanta presteza na procura de uma solução punitiva, e poucas vezes os auditores ficaram tão rapidamente de acordo a respeito de um assunto.
O STJD é uma instituição que não inspira confiança porque possui critérios de justiça muito disparatados.
Um jogador que atinge o árbitro do jogo intencionalmente – Petros – tem uma pena menor do que outro que ofende o árbitro do jogo com xingamentos – Emerson Sheik.
Um time que usa um jogador irregular – América Mineiro – perde 21 pontos e cai da liderança para a última colocação na mesma semana em que outro time também usa um jogador irregular – o Corinthians – sem que tenha havido qualquer punição.
Agora chegou a vez do Boa Esporte, protagonista do mesmo pecado. Vamos ver o que acontece, se será jogado às feras, como o América, ou levado aos céus, como o Corinthians.
O futebol brasileiro, respeitado em todo o mundo, merece uma administração gerencial e jurídica que vá além daquela encontrada em um torneio colegial interno.
As conveniências da CBF e dos clubes alinhavam situações que vão desde a confecção da tabela até a venda de mando de campo e aos virulentos efeitos suspensivos, que tanto mal causam à lisura do esporte.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014







A SEGURANÇA NOS ESTÁDIOS 

(ARTIGO PUBLICADO NO CADERNO “SUPER ESPORTES” DO JORNAL “O IMPARCIAL” DE 02/10/2014) 

A questão da segurança do torcedor está longe de ser resolvida.
Não existe uma diretriz central que emane do poder público maior e envolva em discussão todas as forças estaduais e municipais para que se chegue a um consenso sobre o grave problema da violência dentro dos estádios de futebol.
Também não existe um plano articulado, sequer pensado, das autoridades do esporte, que se omitem lindamente sempre que um estopim de violência explode nas arenas, nome bem apropriado para as ações de barbárie que nelas são cometidas.
O leitor poderá dizer que a violência está solta em toda a parte, e que uma política correta de repreensão ou prevenção está fora de cogitação, pelo menos se pensarmos em curto prazo.
Mas tudo depende do ponto de vista de quem quer atacar o problema de frente.
Em primeiro lugar, há que se dizer que apenas uma pequena parcela da população é composta por desordeiros e delinquentes. A maior parte das pessoas felizmente ainda é ordeira e comportada, pelo menos no que diz respeito ao seu comportamento urbano.
Também não deve ser difícil controlar um publico que está confinado em um único lugar, cercado por câmeras, por policiais, e com dificuldade de escapar rapidamente. Ou seja, controlar a violência dentro dos estádios não é definitivamente uma coisa do outro mundo.
Pode-se começar por cadastrar os torcedores quando da compra dos ingressos, e quem for cadastrado bastará apresentar a identidade, uma senha ou um cartão previamente obtido na entrada do estádio.
Assim, os torcedores deixariam de ser anônimos e pensariam duas vezes antes de cometer atos criminosos.
Pode-se, em paralelo, controlar a entrada do torcedor, efetuando uma revista seleta e ordenada, no sentido de reter qualquer objeto que possa se constituir numa arma ou provocar tumulto.
Os clubes devem se responsabilizar pelas suas torcidas organizadas, entidades que nascem dos próprios clubes e são por eles mantidas; assim, qualquer deslize cometido por torcedores organizados devem ser creditados aos clubes, que se obrigam a denunciar os infratores sob a pena de serem corresponsáveis pelos atos criminosos que venham acontecer.
Uma corrente prega que, sendo uma partida de futebol um evento particular, a segurança do evento caberia aos organizadores, no caso às Federações e aos clubes envolvidos.
Esta corrente afirma que a força policial não tem competência para cuidar da ordem geral e do bom comportamento dos torcedores porque os policiais militares são despreparados para lidar com este tipo de situação.
Todos, porém, estão de acordo que a polícia militar deva agir nas áreas fora do estádio, o que se configura em um grande contrassenso, pois os policiais e os torcedores no caso são os mesmos.
O que falta, na verdade, é uma legislação mais ágil que possa fazer com que os delinquentes que promovem brigas e arruaças sejam punidos sem demora, e que a punição seja educativa e pecuniária.
O Ministério Público de alguns estados querem de fato retirar o policiamento de dentro dos estádios. Não cabe aqui a discussão se isto está certo ou errado, mas cabe a curiosidade de saber por que não existe um plano de ação que tenha abrangência nacional e seja patrocinado por todas as forças jurídicas do país – Ministério da Justiça, Secretarias de Segurança Pública, OAB, Ministério Público, e que tais?
Os doutores da lei fariam um grande favor ao esporte se colocassem em prática uma cruzada contra a violência nos estádios, o que a iniciativa particular – quer por descaso, quer por incúria, quer por incompetência ou quer pela falta de recursos para bancar o custo da operação – não consegue.

terça-feira, 30 de setembro de 2014






AS ORIGENS DO MUNDISL INTERCLUBES 

(ARTIGO PUBLICADO NO CADERNO “SUPER ESPORTES” DO JORNAL “O IMPARCIAL” DE 30/09/2014) 

Na última quinta-feira nós fizemos um comentário geral sobre o Campeonato Mundial de Clubes, a sua evolução desde que ele foi inicialmente jogado em 1960 e qual foi a participação vitoriosa dos clubes brasileiros.
Independentemente da história que acompanha este torneio, Sepp Blatter se manifesta agora para estabelecer uma decisão polêmica: a Fifa irá reconhecer a conquista do Palmeiras na Copa Rio de 1951 como título mundial.
Isto soa como um belo presente de aniversário, no ano em que o alviverde completa o seu centenário, e merece uma explicação.
Até a década de 1950 as disputas entre equipes sul-americanas e europeias praticamente se resumiam a amistosos eventuais ou a excursões que os clubes faziam, enfileirando um punhado de jogos ao longo de um mês ou mais.
A primeira tentativa de se fazer uma competição forte com equipes de diferentes países aconteceu em 1909 com o Troféu Sir Thomas Lipton, mas este torneio contou apenas com equipes europeias.
Animada com o sucesso da Copa do Mundo de 1950, a CBD – Confederação Brasileira de Desportos contou com o apoio da prefeitura do Rio de Janeiro para organizar um torneio do qual participariam alguns clubes convidados, todos campeões ou recentemente vitoriosos nos seus respectivos países.  
Com o aval da Fifa, foi então disputado em 1951, no Rio de Janeiro e em São Paulo, o Torneio Internacional de Clubes Campeões – Copa Rio, com a participação da elite do futebol mundial da época, ou seja, Sporting (Portugal), Austria Viena (Áustria) e Nacional (Uruguai) no grupo do Vasco da Gama, e Juventus (Itália), Estrela Vermelha (Iugoslávia) e Nice (França) no grupo do Palmeiras.
Foi um título suado, pois o Palmeiras, goleado pela Juventus por 4x0 na fase de grupos, ainda conseguiu se classificar em segundo lugar para depois eliminar o poderoso Vasco em pleno Maracanã com uma vitória e um empate (2x1 e 0x0), e foi disputar o título contra a Juventus, vencendo no Pacaembu por 1x0 e segurando um empate de 2x2 no Maracanã.
Dizem os jornais da época que quando os jogadores retornaram, de trem, para São Paulo, cerca de um milhão de torcedores se comprimiam para festejar a recepção do time.
De fato, a imprensa esportiva dos países participantes tratou o torneio como sendo realmente uma disputa pelo título mundial de clubes.
Mas a Fifa é um organismo estranho, cheio de incongruências.
Ao mesmo tempo em que declara o Palmeiras campeão mundial interclubes em 1951, ela aparentemente desconhece todos os títulos conquistados de 1960 até 2004, durante a era da Copa Intercontinental e depois da Copa Toyota – e a rigor o próprio título que está outorgando ao alviverde – ao enfatizar que “mas o primeiro campeão mundial de clubes é o Corinthians”, pelo título conquistado em 2000.
Outra incongruência é não considerar o Fluminense, vencedor da mesma Copa Rio, em 1952, também campeão mundial de clubes.
Em 1952, a Copa Rio voltou a ser disputada, mudando de nome para Copa Rio Internacional, com o grupo do Rio reunindo Fluminense, Peñarol (Uruguai), Grasshoppers (Suiça), Sporting (Portugal), e o grupo de São Paulo trazendo Corinthians, Saarbrucken (Alemanha), Libertad (Paraguai) e Austria Viena (Áustria).
Os organizadores não ficaram satisfeitos com a recusa de a Juventus (Itália) e o Racing (Argentina) de participar do torneio e ficaram mais insatisfeitos ainda quando o Peñarol abandonou a competição nas semifinais após seus jogadores serem agredidos pela torcida na partida de ida contra o Corinthians disputada no Pacaembu.
O Fluminense ganhou o título em duas partidas disputadas no Rio contra o Corinthians – o Pacaembu havia sido vetado por causa dos problemas das semifinais – com uma vitória de 2x0 e um empate em 2x2.   

  





MUNDIAL DE CLUBES   

(ARTIGO PUBLICADO NO CADERNO “SUPER ESPORTES” DO JORNAL “O IMPARCIAL” DE 25/09/2014) 

O ano de 1960 marcou uma nova era na ordem do futebol mundial. Foi quando foi oficializada a disputa para definir finalmente qual seria o melhor clube do mundo, tomando como parâmetro os campeões da Europa e da América do Sul.
Naquele tempo não fazia qualquer sentido que fizesse parte da festa algum clube representando a Ásia, a África, a Oceania, a América do Norte ou a América Central, cujo futebol era incipiente.
O torneio, que na verdade era apenas uma disputa entre os campeões continentais, se chamava Copa Intercontinental e consistia de dois jogos – ida e volta – que definiam o “campeão do mundo”. O primeiro vencedor foi o Real Madrid, que goleou o Peñarol do Uruguai por 5x1 em Madri depois de um empate sem gols em Montevidéu.
Neste formato, o futebol brasileiro triunfou duas vezes, ambas com o Santos, em 1962 e 1963.
O sistema permaneceu inalterado até 1979, quando problemas financeiros e a relutância dos europeus em jogar na América do Sul, assustados com o comportamento da torcida, fizeram com que a decisão passasse a ser realizada num único jogo, em campo neutro.
O palco escolhido foi o Japão – que mostrava interesse em fazer seu futebol crescer – sob o patrocínio da Toyoya, sempre na cidade de Tóquio (com exceção dos três últimos anos, quando a final foi realizada em Yokohama), e a disputa passou a se chamar Copa Europeia/Sul-Americana Toyota.
Seu primeiro vencedor, em 1980, foi o Nacional de Montevidéu, que bateu o Nothingham Forest, da Inglaterra, por 1x0.
A partir daí foram mais 25 anos, sendo a última edição realizada em 2004 com a vitória do FC Porto por 8x7 nos pênaltis contra o Once Caldas, da Colômbia.
Neste tipo de edição o Brasil foi campeão em 1981 com o Flamengo, em 1983 com o Grêmio e em 1992 e 1993 com o São Paulo.
Ao alvorecer o século 21, Sepp Blatter decidiu chancelar a disputa e transformá-la num torneio da Fifa, com a participação dos  campeões dos outros continentes. Esta democratização tinha um forte componente financeiro, pois a Fifa se cercou de patrocinadores fortes e construiu um torneio altamente lucrativo. O local escolhido para fazer o primeiro teste foi o Brasil. O ano era 2000 e os critérios de escolha e indicação dos clubes participantes foram bastante discutíveis. O Corinthians conquistou a primeira edição ao vencer nos pênaltis um outro clube brasileiro, o Vasco da Gama, por 4x3.
Apesar de ter sido um torneio bissexto e realizado de uma forma experimental, a Fifa o considera válido para efeito de estatísticas, de modo que o Corinthians é de fato o seu primeiro campeão.  
Na prática, porém, o Campeonato Mundial de Clubes começou mesmo em 2005, após um hiato de quatro anos, e teve o São Paulo como campeão ao bater o Liverpool por 1x0.
A partir daí, após nove disputas, os brasileiros conquistaram o torneio outras duas vezes – o Internacional, em 2006, e o Corinthians, em 2012 – somando então 10 títulos em 30 disputas. 
Depois de quatro disputas realizadas no Japão, também em nome da democratização e globalização do futebol, a Fifa decidiu fazer um rodízio dos países que hospedam o Mundial de Clubes, indicando os Emirados Árabes e Marrocos como sede.
Desde que o Campeonato Mundial de Clubes começou a abranger todos os continentes, apenas dois clubes que não fizeram parte dos blocos europeu e sul-americano conseguiram chegar à final – Mazembe, da República Democrática do Congo, e Raja Casablanca, de Marrocos – mas ambos foram derrotados na final, respectivamente para a Internazionale, de Milão, e para o Bayern, de Munique.  

 

 

 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014






OS PRIMEIROS MOMENTOS DE DUNGA 

(ARTIGO PUBLICADO NO CADERNO “SUPER ESPORTES” DO JORNAL “O IMPARCIAL” DE 18/09/2014) 

A seleção brasileira fez palidamente a sua reaparição em dois amistosos que serviram para Dunga avaliar o trabalho que terá pela frente, mas também (e principalmente) para que a CBF pudesse arrecadar os dólares necessários para a sua sobrevivência enquanto a seleção ainda tiver valor no mercado.
Como a caixa preta financeira da entidade não é da minha conta, eu vou direcionar meus comentários para o que aconteceu nos campos dos Estados Unidos.
Depois assistir a dois triunfos raquíticos contra duas seleções que tempos atrás não eram páreo para o poderio do futebol verde-amarelo – estou falando de Colômbia e Equador – sinto-me cada vez mais convencido de que as coisas vão de mal a pior no escrete nacional.
Pra não dizer que eu só vejo nuvens negras, devo admitir que a seleção mostrou um pouco mais de serenidade do que durante a Copa do Mundo de má lembrança, e que os jogadores estão tentando jogar bola ao invés de chorar e dar pancada.
Mas o futebol continua opaco, travado, sem criatividade e dependendo de um brilho ocasional de apenas um jogador – me refiro a Neymar, responsável direto pelas duas primeiras vitórias na segunda era Dunga.
O Brasil fez 1x0 contra a Colômbia em Miami através de um gol solitário do atacante, ao cobrar com maestria uma falta de origem duvidosa. Já em New Jersey, o 1x0 contra o Equador teve a sua participação especial, pois o gol de Willian nasceu de um passe sob medida do craque.
No mais, tivemos o desprazer de constatar que apesar da mudança do técnico e da comissão técnica o time não mostrou nenhuma evolução, e para isso existem algumas razões.
Ocorre que os estilos de Dunga e Felipão são bastante semelhantes; a preocupação em roubar a bola vem em primeiro lugar e muitas vezes é uma preocupação bem sucedida. Mas, de posse da bola, ninguém sabe ao certo o que fazer com ela.
Além disso, os jogadores responsáveis pela criação – os mesmos que não deram certo na Copa – são tecnicamente limitados, com exceção de Oscar, desde que ele volte a atuar como está acostumado e não fique engessado pelas instruções do técnico.
Nosso meio-campo joga um futebol pouco eficiente e pouco vistoso. Fernandinho é apenas violento, Luís Gustavo é apenas combativo e Ramires fica longe dos craques que já ocuparam a sua posição em convocações passadas.
O grande teste vai ficar para a partida contra a Argentina, que vem de desbancar a Alemanha campeã do mundo disputando uma partida irrepreensível.
Talvez Dunga tenha que ser mais ousado, colocando desde o início a dupla cruzeirense Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, que estão habituados a jogar mais soltos, e abrindo mão de pelo menos um brucutu.
Todos sabem que a safra atual não é das mais promissoras, que nossos técnicos deixaram de estudar e pararam no tempo e que o nosso futebol atual está no mesmo nível das equipes médias sul-americanas, ou seja, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Bolívia e Venezuela (pelo menos é isto que os resultados das Copas continentais indicam no momento).
Mesmo assim, o resultado mais alarmante do futebol internacional de todos os tempos – o Brasil, um dos favoritos, perdendo em casa uma semifinal por 7x1 e dias depois levando outros 3x0 e ficando fora do pódio – parece ser visto com grande naturalidade pelos homens da CBF e pelo técnico Dunga, que não se abalam nem um pouco ao ver “o melhor futebol do mundo” indo pro ralo. 

 

 

 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014





QUEM VAI PAGAR O PATO

(ARTIGO PUBLICADO NO CADERNO “SUPER ESPORTES” DO JORNAL “O IMPARCIAL” DE 11/09/2014)

Como todos sabem, em virtude de alguns torcedores terem externado atos de racismo explícito em um jogo disputado há coisa de quinzes dias, o Grêmio foi penalizado com a eliminação da Copa do Brasil, torneio do qual participava.
Em princípio, isto parece ser uma punição muito séria, mas se atentarmos para os detalhes veremos que não é bem assim.
O Grêmio havia perdido aquele jogo para o Santos por 2x0 e teria que disputar a classificação em São Paulo com a difícil missão de vencer por 3x0 ou qualquer placar que revertesse a diferença, ou seja, já estava praticamente desclassificado.
Diante desta situação, o STJD puniu o clube na certeza de que (1) estava prestando um grande serviço ao futebol porque os torcedores iriam pensar duas vezes antes de cometerem atos que poderiam levar à eliminação do seu time e (2) a diretoria do Grêmio não iria fazer muita questão de levar a decisão a uma Justiça superior, pois tal desgaste não seria compensador.
Assim, como devia dizer o ditado antigo, matam-se dois coelhos com duas cajadadas e ninguém paga o pato.
Mas a justiça tem agora uma nova missão amarga – diria eu, duplamente amarga.
Como mencionado no artigo anterior, o Corinthians deverá ser julgado por ter colocado em campo um jogador que não estava autorizado pelo BID. Para quem não sabe, o BID é o Boletim Informativo Diário da CBF, um registro de todos os atletas que assinam contrato com os clubes, dando ao atleta condição de jogo para defender esta equipe a partir de uma determinada data.
Por ter colocado o jogador Petros no time antes de a autorização pelo BID ter sido publicada na internet, o Corinthians incorre na perda de 21 pontos, ou seja, 3 pontos em cada uma das 7 partidas onde o jogador atuou.
Evidentemente, o corpo jurídico do clube começou a se mexer no sentido de evitar a punição, ou pelo menos minimizá-la, e há rumores que a pena talvez não seja cumprida como devia.
Há que se considerar que o América Mineiro, atualmente disputando a Série B e com boas chances de ser promovido para a Série A, incorreu no mesmo pecado, escalando irregularmente o lateral Eduardo sem que o mesmo estivesse autorizado pelo BID.
O Tribunal está com um abacaxi nas mãos para descascar, pois não pode punir o América sem punir o Corinthians, e não pode deixar de punir os dois porque já existe jurisprudência a respeito.
Dado o formato do campeonato, disputado no sistema de pontos corridos, não cabe a eliminação de clubes que transgridem o regulamento, mas sim a perda de pontos.
Os clubes têm no seu quadro dirigentes, supervisores e um departamento jurídico com a responsabilidade de dar suporte técnico a quem trabalha especificamente com o futebol – treinadores, auxiliares técnicos, fisicultores, etc. – para que eles tenham nas mãos um elenco de jogadores para trabalhar. Cabe a esses dirigentes, ou coisa que o valha, se assegurar que determinado atleta tem ou não condição de jogo. 
Um clube que movimenta milhões com jogadores, centro de treinamento, equipes de apoio e categorias de base não pode ser refém de profissionais que não dão a segurança necessária para garantir que determinado atleta tenha ou não condição legal para atuar.
Causa espécie que o futebol, uma máquina de gerar dinheiro e uma das indústrias mais rentáveis do mundo seja administrado por pessoas com tamanha falta de visão, de competência e de responsabilidade.

 

 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014





UMA PEDRA NO CAMINHO

(ARTIGO PUBLICADO NO CADERNO “SUPER ESPORTES” DO JORNAL “O IMPARCIAL” DE 09/09/2014) 

De um tempo pra cá, a Justiça esportiva resolveu pegar pesado na tentativa de moralizar as coisas do futebol.
É claro que de uma forma ou de outra isto sempre aconteceu, mas a partir do affair Portuguesa-Fluminense parece que o rigor com as punições recrudesceu. Depois de mandar a Lusa para a Série B por causa de um jogador escalado sem condições de jogo, chegou a vez do Icasa e do Botafogo da Paraíba serem excluídos das Séries B e C respectivamente por haverem acionado a Justiça comum antes de se esgotarem os recursos na área do esporte.
Por sua vez, o América Mineiro, na Série B, poderá perder 21 pontos por escalação irregular, mas como a legislação brasileira permite, sempre haverá recursos e expedições de liminares, embora estas tentativas tenham se mostrado em vão.
E é importante que assim seja.
O Grêmio acaba de ser eliminado da Copa do Brasil nos tribunais por decisão unânime dos auditores do STJD, um fato inédito no futebol brasileiro, devido às atitudes racistas dos seus torcedores na partida em que o time perdeu para o Santos. Até agora, problemas com torcedores eram punidos por multa, perda de mando de jogo ou jogo com portões fechados, mas o Tribunal resolveu jogar duro para intimidar outros atos semelhantes.
É nesse clima desfavorável que o Corinthians vai enfrentar uma barra pesada por ter colocado em campo o jogador Petros – jovem promissor contratado ao Penapolense depois de um ótimo Campeonato Paulista – antes de o jogador ter sido registrado no BID-Boletim Informativo Diário da CBF.
A lei prevê que o clube infrator perca três pontos por partida disputada com o jogador irregular. Como Petros disputou sete jogos, o alvinegro perderia 21 pontos dos 32 já conquistados, ficaria apenas com 11 e iria para a lanterna do campeonato, quatro pontos atrás do Vitória, atualmente último colocado.
O jogador já estava berlinda, pois havia sido condenado a 180 dias de suspensão por ter supostamente agredido o árbitro Raphael Claus no jogo disputado contra o Santos. Mesmo assim, foi escalado em uma outra oportunidade por conta de um efeito suspensivo, o que poderá aumentar a dor de cabeça do Corinthians.
O clube vive uma fase astral negativa, pois o ex-presidente Andrés Sanchez foi denunciado pela Justiça junto com outros três dirigentes sob a acusação de crime fiscal e desistiu oficialmente de tentar se reeleger (ele deixou a presidência em 2011 e articulava uma possível candidatura para brigar com a dupla Marin-Del Nero para comandar a CBF).
Esta essa situação não é nova.
Desde o início do sistema de pontos corridos, em 2003, o STJD já tirou pontos de sete clubes.
Pela escalação de jogador irregular, a Ponte Preta perdeu 4 pontos (2003), o Paysandu perdeu 8 (também em 2003), o Grêmio Prudente perdeu 3 (2010), o Flamengo perdeu 4 (2013) e a Portuguesa também perdeu 4 (também em 2013).
Por ter vendido ingressos para uma partida que deveria ser jogada com os portões fechados, o Brasiliense perdeu 1 ponto em 2005, e o São Caetano perdeu 24 pontos em 2004 porque o clube foi declarado culpado pela morte do jogador Serginho.
Desses, apenas o Brasiliense, o Grêmio Prudente e a Portuguesa foram rebaixados.
O recente caso de Petros é uma verdadeira pedra no sapato corintiano porque, mesmo que o time consiga fazer um bom segundo turno e se livrar do rebaixamento, a sua possibilidade de lutar pelo título e por uma vaga na Libertadores fica bastante comprometida. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014


UMA PEDRA NO CAMINHO

(ARTIGO PUBLICADO NO CADERNO “SUPER ESPORTES” DO JORNAL “O IMPARCIAL” DE 09/09/2014) 

De um tempo pra cá, a Justiça esportiva resolveu pegar pesado na tentativa de moralizar as coisas do futebol.
É claro que de uma forma ou de outra isto sempre aconteceu, mas a partir do affair Portuguesa-Fluminense parece que o rigor com as punições recrudesceu. Depois de mandar a Lusa para a Série B por causa de um jogador escalado sem condições de jogo, chegou a vez do Icasa e do Botafogo da Paraíba serem excluídos das Séries B e C respectivamente por haverem acionado a Justiça comum antes de se esgotarem os recursos na área do esporte.
Por sua vez, o América Mineiro, na Série B, poderá perder 21 pontos por escalação irregular. Porém, como a legislação brasileira permite, sempre haverá recursos e expedições de liminares, embora estas tentativas tenham se mostrado em vão.
E é importante que assim seja.
O Grêmio acaba de ser eliminado da Copa do Brasil nos tribunais por decisão unânime dos auditores do STJD, um fato inédito no futebol brasileiro, devido às atitudes racistas dos seus torcedores na partida em que o time perdeu para o Santos. Até agora, problemas com torcedores eram punidos por multa, perda de mando de jogo ou jogo com portões fechados, mas o Tribunal resolveu jogar duro para intimidar outros atos semelhantes.
É nesse clima desfavorável que o Corinthians vai enfrentar uma barra pesada por ter colocado em campo o jogador Petros – jovem promissor contratado ao Penapolense depois de um ótimo Campeonato Paulista – antes de o jogador ter sido registrado no BID-Boletim Informativo Diário da CBF.
A lei prevê que o clube infrator perca três pontos por partida disputada com o jogador irregular. Como Petros disputou sete jogos, o alvinegro perderia 21 pontos dos 32 já conquistados, ficaria apenas com 11 e iria para a lanterna do campeonato, quatro pontos atrás do Vitória, atualmente último colocado.
O jogador já estava berlinda, pois havia sido condenado a 180 dias de suspensão por ter supostamente agredido o árbitro Raphael Claus no jogo disputado contra o Santos. Mesmo assim, foi escalado em uma outra oportunidade por conta de um efeito suspensivo, o que poderá aumentar a dor de cabeça do Corinthians.
O clube vive uma fase astral negativa, pois o ex-presidente Andrés Sanchez foi denunciado pela Justiça junto com outros três dirigentes sob a acusação de crime fiscal e desistiu oficialmente de tentar se reeleger (ele deixou a presidência em 2011 e articulava uma possível candidatura para brigar com a dupla Marin-Del Nero para comandar a CBF).
Esta essa situação não é nova.
Desde o início do sistema de pontos corridos, em 2003, o STJD já tirou pontos de sete clubes.
Pela escalação de jogador irregular, a Ponte Preta perdeu 4 pontos (2003), o Paysandu perdeu 8 (também em 2003), o Grêmio Prudente perdeu 3 (2010), o Flamengo perdeu 4 (2013) e a Portuguesa também perdeu 4 (também em 2013).
Por ter vendido ingressos para uma partida que deveria ser jogada com os portões fechados, o Brasiliense perdeu 1 ponto em 2005, e o São Caetano perdeu 24 pontos em 2004 porque o clube foi declarado culpado pela morte do jogador Serginho.
Desses, apenas o Brasiliense, o Grêmio Prudente e a Portuguesa foram rebaixados.
O recente caso de Petros é uma verdadeira pedra no sapato corintiano porque, mesmo que o time consiga fazer um bom segundo turno e se livrar do rebaixamento, a sua possibilidade de lutar pelo título e por uma vaga na Libertadores fica bastante comprometida.