sábado, 26 de agosto de 2017




OS PONTOS CORRIDOS

Volta e meia, os profetas do caos invocam maledicências contra o sistema de pontos corridos utilizado no Campeonato Brasileiro desde 2003.
Na visão destes iconoclastas, o sistema de pontos corridos tira a emoção proporcionada pelo mata-mata, onde qualquer coisa pode acontecer com os times que chegam à fase final.
Cada qual tem a sua opinião, mas no meu modo do ver o sistema de pontos corridos é mais justo, pois premia o time que foi melhor e mais regular durante toda a campanha, não aquele que pode ser bafejado pela sorte ou por algum fato imponderável, como contusões, expulsões ou falhas de arbitragem em uma ou duas partidas finais.
Além do mais, a Copa do Brasil, segunda competição mais importante em nível nacional, já privilegia o mata-mata, e não apenas na fase final, mas ao longo de todo o seu transcorrer.
A história do Campeonato Brasileiro mostra números que comprovam o certame ter sido resolvido muito antes do seu final, como em 2003, 2007, 2013, 2014 e 2015, quando os campeões Cruzeiro (três vezes), São Paulo e Corinthians terminaram a campanha com entre 10 e 15 pontos de vantagem sobre o segundo colocado.
Por outro lado,  em seis ocasiões a disputa pelo título chegou até a rodada final, pois em 2004, 2005, 2008, 2009, 2010 e 2011 a diferença entre campeão e vice-campeão foi três vezes de apenas 2 pontos e três vezes de 3, isto é, sobrou emoção até o último minuto.
Estamos em 2017 e, após disputada a primeira rodada do returno, o Corinthians vai livrando 10 pontos à frente do Grêmio, seu principal seguidor e 13 sobre o Santos, que segue em terceiro. Tudo indica, portanto, que este será mais uma daquelas temporadas onde a disputa será encerrada muito antes da rodada final, restando aos seguidores do campeão a luta para conseguir as vagas nas taças continentais (cinco vagas restantes na Copa Libertadores e seis na Copa Sul-Americana).
Talvez os problemas da pontuação no Campeonato Brasileiro resida exatamente nestas duas Copas continentais.
O novo calendário sul-americano imposto pela Conmebol  e o novo calendário para torneios internos proposto pela CBF prevêm jogos durante praticamente o ano todo, de modo que no Brasil certos clubes, beneficiados pela classificação em uma das Copas continentais,  têm que por vezes disputar três torneios em paralelo, o que provoca um enorme desgaste físico e técnico, fazendo com que a equipe considerada titular não tenha muitas condições de assimilar um futebol de conjunto devido às constantes trocas de jogadores. 
Nesta altura do ano, Flamengo e Cruzeiro ainda vão lutar em duas frentes de batalha até o dia 27 de setembro, quando disputarão a partida de volta da Copa do Brasil (a ida será vinte dias antes), isto é, vão deixar o Campeonato Brasileiro em segundo plano (ambos estão no  momento a 12 e 14 pontos de distância do líder Corinthians, com parcas chances de brigar pelo título). 
Também durante setembro outros três brasileiros vão saber se ficam no meio do caminho ou seguem em frente na Copa Libertadores - Grêmio (10 pontos atrás do líder do Brasileiro), Santos (13 pontos) e Botafogo (22 pontos). Uma boa ocasião para o Corinthians se distanciar um pouco mais.
É certo que o próprio Corinthians também está envolvido numa outra frente, pois vai enfrentar o Racing da Argentina pela Copa Sul-Americana, ao mesmo tempo em que o Fluminense enfrenta a LDU do Chile e Chapecoense x Flamengo e Sport x Ponte Preta brigam por outras vagas. 
O torcedor fica na dúvida se deve considerar prêmio ou castigo o fato de o time conseguir vaga para as Copas continentais e para a Copa do Brasil. Os clubes, no entanto, que embolsam gordas quantias nestes torneios acham que fazer quase cem partidas por ano - incluindo os amistosos - é bastante saudável.   
 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017




SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 26/06/2015
RÁDIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

ANA CARAM - RIO AFTER DARK

Ana Caram é uma cantora que levou a bossa nova para o mundo, sendo por isso mais conhecida no exterior do que no Brasil. Seu estilo intimista e sensual impressionou a crítica de jazz dos Estados Unidos e do Japão, países onde ela é muito reverenciada. Ana Caram tem formação musical, tendo se graduado em regência e composição, e sabe como poucos trabalhar a voz. Ela toca violão e flauta com a mesma fluência com que canta. O programa desta sexta-feira vai apresentar o seu primeiro álbum, Rio After Dark, gravado em 1989 pela Chesky Records, agraciado como O Disco do Ano no Japão. O disco conta com a participação de Tom Jobim e Paquito D'Rivera, trazendo músicas de sua própria autoria e outras de Djavan, Tom Jobim, Edu Lobo, Sueli Ciosta e Carole King. Todas temperadas com o swing do jazz e o balanço da bossa nova.

Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini


domingo, 20 de agosto de 2017




SOLUÇA

Solidão
Lágrimas se espalham no meu rosto
Dissabor
O amor é bom, mas quando acaba
É só desgosto

Relembro a todo momento
O quanto custou este adeus
E trago no pensamento
O tormento dos olhos teus

Soluça a mágoa dentro do peito
Sem saber que é bem melhor
Viver abandonado deste jeito
Do que sofrer um falso amor

(Letra de música composta por Augusto Pellegrini e Nelson "Zurumba" Gengo em 1979)