sábado, 9 de janeiro de 2021

 


AS CORES DO SWING
           (Livro de Augusto Pellegrini)

CAPÍTULO 22 - RESUMO DA DISCOGRAFIA


JIMMIE LUNCEFORD (1902-1947) 

Nome completo – James Melvin Lunceford

Nascimento – Fulton-Mississipi-EUA

Falecimento – Seaside-Oregon-EUA

Instrumento – sax-alto

 

Comentário – Jimmie Lunceford é um personagem de suma importância na era do pré-swing. Ele ajudou sobremaneira na consolidação do movimento, ao lado de outras mega-orquestras da época – Cab Calloway, Duke Ellington, Fletcher Henderson, Chick Webb e Count Basie – pois esbanjava brilhantismo, especialmente nas execuções reforçadas pelos naipes de saxofones e metais. Além disso, a orquestra de Lunceford era uma orquestra-show, e tinha, portanto, um grande apelo visual e um brilho diferenciado. Relatos da época afirmam que sob seu comando, seus músicos formavam a melhor orquestra “para se ver tocar”, o que não deixava de ser uma maldade, porque a sua qualidade sonora era também fantástica. Dentro deste parâmetro, sua banda chegou a ser elogiada em verso e prosa pelo público e pelos críticos em geral. Os arranjos, particularmente aqueles feitos por Sy Oliver, eram escritos para permitir que além do espetáculo sonoro, também acontecesse o espetáculo cênico, e a orquestra cumpria o seu papel com perfeição. Considerando a maneira segura e vibrante como conduzia o seu pessoal, Jimmie Lunceford sempre foi considerado muito mais bandleader do que músico. Jimmie Lunceford deixou uma discografia bastante grande, e desempenhou um papel muito importante na história do “pré-swing”. Ele teve uma boa educação musical, tendo aprendido com o famoso professor Wilberforce J. Whiteman (pai do maestro Paul Whiteman), e depois se graduado na Fisk University e no New York College como especialista em instrumentos de palheta. Após começar a carreira de bandleader em 1927, com a Chikasaw Syncopators, Lunceford trabalhou com sucesso até a época da sua morte, vinte anos depois, vitimado por um ataque cardíaco durante uma sessão de autógrafos. Na época circularam rumores de que ele teria sido envenenado pelo dono do restaurante “que não suportava ver um negro, embora famoso, fazer sucesso no seu estabelecimento”. Ele tinha quarenta e cinco anos. Jimmie Lunceford se manteve musicalmente ativo durante os anos 1920 até os anos 1940.

 

Alguns dos principais músicos que participaram da orquestra – Dan Grigssom (sax-alto), Earl Carruthers (sax-barítono), Eddie Durham (guitarra), Edwin Wilcox (piano), Gerald Wilson (trompete), Henry Wells (trombone), Jimmy Crawford (bateria), Omer Simeon (clarinete), Russell Bowles (trombone), Sy Oliver (trompete), Ted Buckner (sax-alto), Trummy Young (trombone), Willie Cook (trompete), Willie Smith (sax-alto).

 

Resumo da discografia (gravações no período de 1935 a 1947)

 

Ain’t She Sweet (Milton Ager-Jack Yellen)

Avalon (Al Jolson-Buddy De Sylva-Vincent Rose)

Baby, Won’t You Please Come Home (Clarence Williams-Charles Warfield)

Blue Prelude (Gordon Jenkins-Joe Bishop)

Blues In The Night (Harold Arlen-Johnny Mercer)

Cheatin’ On Me (Jack Yellen-Lew Pollack)

Dinah (Sam M.Lewis-Joe Young-Harry Akst)

For Dancers Only (Sy Oliver-Don Raye-Vic Schoen)

Holiday For Strings (David Rose)

It Had To Be You (Isham Jones-Gus Kahn)

It’s Time To Jump And Shout (Eddie Durham)

Knock Me A Kiss (Mike Jackson)

Le Jazz Hot (Sy Oliver-Hal Mooney)

Like A Ship At Sea (Jimmie Lunceford)

Lunceford Special (Jimmie Lunceford)

Mandy, Make Up Your Mind (Roy Turk-Arthur Johnstone-Grant Clarke-George W.Meyer)

Margie (Con Conrad-J.Russell Robinson-Benny Davis)

Moonbeams (Edwin Wilcox)

My Blue Heaven (Walter Donaldson-George Whiting)

My Melancholy Baby (Ernie Burnett-George Norton)

One O’Clock Jump (Count Basie)

Pigeon Walk (Sam M.Lewis-James V.Monaco)

Sweet Sue, Just You (Victor Young-Will J.Harris)

Swingin’ On C (Eddie Durham)

Tain’t What You Do (It’s The Way That You Do It) (Sy Oliver-Trummy Young)

Teasin’ Tessie Brown (Jimmie Lunceford-Andy Razaf)

The First Time I Saw You (Nat Shikret-Allie Wrubel)

The Jimmies (Edwin Wilcox)

The Lonesome Road (Gene Austin-Nat Shikret)

The Love Nest (Otto Harbach-Walter Hirsch)

The Merry-Go-Round Broke Down (David Franklin-Cliff Friend)

Time’s-A-Wastin’ (Jimmie Lunceford)

Uptown Blues (Jimmie Lunceford)

Well, All Right Then (Jimmie Lunceford)

Wham (Re-Bop-Boom-Bam!) (Eddie Durham-Taps Miller)

 

 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

 


NOVOCABULÁRIO INGLÊS

(Copyright Cambridge) 

(ver tradução após o texto)

 

CHUMOCRACY

 

CHUMOCRACY is the situation in which someone important gives jobs to friends rather than to independent people who have the necessary skills and experience. It derives from two English words – “chum” (a very intimate friend) and “democracy” (a word that can mean different things, depending on who uses it).  

  

            “Bringing his just graduated brother-in-law to be part of the board of the company was pure CHUMOCRACY!”   

            “The coach insists on putting his protégé to play instead of using a more experienced player. This CHUMOCRACY may cost us the championship.”           

            “This rotten CHUMOCRACY will end up destroying our country!”

 

           TRADUÇÃO 

COMPADRISMO

COMPADRISMO é uma situação na qual alguém importante dá empregos a amigos em vez de contratar pessoas independentes que tenham o necessário talento e experiência. A expressão “CHUMOCRACY” vem de duas palavras da língua inglesa – “chum” (amigo íntimo) e “democracy” (uma palavra com diferentes significados, dependendo de quem a usa).   

“Trazer o seu cunhado recém-formado para fazer parte da diretoria foi puro COMPADRISMO.”

“O técnico insiste em colocar o seu protegido para jogar em vez de usar um jogador mais experiente. Este COMPADRISMO pode nos custar o campeonato.”

“Esse maldito COMPADRISMO vai acabar destruindo o nosso país!”  

 

 

 


DESVENTURAS DE UM FIM DE TARDE

(Excerto - Augusto Pellegrini)

 

A maré baixa colocava o mar lá na lonjura, e uma imensa faixa de areia úmida separava a água esverdeada – que no momento se apresentava tranquila, parecendo uma imensa lagoa – dos bares rústicos de madeira construídos sobre a duna.
          O céu totalmente azul dispensava qualquer nesga de nuvem, e o sol assoprava o seu bafo quente sobre a pictórica paisagem tropical.
          Espalhados pela areia podiam ser vistos pequenos restos de coisas que o mar havia vomitado antes de começar o seu recuo, num fenômeno que se repetia a cada dia por séculos a fio.
          A orla estava quase deserta – afinal era uma terça-feira, três horas da tarde – e poucos boas-vidas tinham tempo para se aventurar a uma caminhada na praia ou a um instante de lazer debaixo daquela quase brisa que soprava para reduzir o calor. Algumas crianças aproveitavam a calmaria da beira da praia para brincar, acompanhadas por senhoras maduras com cara de avó. Um ou outro cachorro exercitava sua corrida pouco olímpica à cata de gravetos atirados pelos guris. Um velho senhor fazia meias flexões até onde sua coluna dorsal podia aguentar.
          O bar da praia também estaria vazio, não fossem as presenças de um casal que trocava juras de amor numa mesa distante e de dois inseparáveis amigos, que tendo chegado àquele paraíso ainda pela manhã enfileiravam sobre e sob a mesa uma quantidade razoável de garrafas de cerveja.
           Zé Maria era um bancário aposentado que há tempos convencera a sua mulher que, por determinação médica, necessitava de caminhadas na praia pelo menos duas vezes por semana – e o fazia religiosamente todas as terças e quintas-feiras, sob a supervisão do próprio médico, chamado Parmênio, também aposentado. A caminhada foi o pretexto, e a cervejada foi o resultado prático do tratamento médico.
            Enquanto estava sóbrio, Zé Maria costumava se dirigir ao antigo facultativo pelo nome de “doutor Parmênio”, em homenagem à sua vida hipocrática pregressa mas com o passar dos goles ia perdendo a reverência.        

Parmênio costumava dizer que a melhor cura para o estresse, esta inconveniência moderna que pouco a pouco vai minando a nossa capacidade vital, era espairecer e conversar com amigos, de preferência fora do ambiente doméstico, quebrando a tensão com uma cerveja gelada e deixando os problemas dentro do bar.

A cumplicidade entre os dois era, portanto, filosófica e fortemente sedimentada em malte e lúpulo, e uma amizade fermentada dessa forma só podia ficar fortalecida.

                                             -0-0-0-

O zênite do dia havia ficado para trás já havia cinco horas e o sol estava finalizando o seu cruzeiro diário quando Parmênio e Zé Maria decidiram que já era hora de voltar para as suas casas, onde os esperava a peroração habitual das esposas.

Afinal, eles já haviam discutido tudo o que o conhecimento e a embriaguez lhes permitiram – fatos atuais sobre política e futebol, fatos de sempre sobre problemas familiares e fatos muito antigos e difusos, como conquistas amorosas nos áureos tempos em que a testosterona estava em alta – e como parte da conversa já haviam inclusive resolvido boa parte dos problemas do mundo.

O mar recomeçava a subir novamente em direção às pernas do bar, e o céu azul já adquirira uma cor de chumbo, exibindo lá no alto a mentirosa estrela D’Alva.

Trôpegos, caminharam em direção aos respectivos carros, um segurando o braço do outro, mostrando que quatro pernas podem caminhar melhor que duas. Depois, os pneus ficariam a cargo do equilíbrio e... seja o que Deus quiser.

 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

 


AS CORES DO SWING
           (Livro de Augusto Pellegrini)

CAPÍTULO 22 - RESUMO DA DA DISCOGRAFIA


JEAN GOLDKETTE (1893-1962) (*) 

Nome completo – John Jean Goldkette

Nascimento – Patras-Grécia

Falecimento – Santa Barbara-California-EUA

Instrumento – piano

(*) Alguns biógrafos dão como data de nascimento o ano de 1899

 

Comentário – A história de Jean Goldkette é envolta em mistério. Em primeiro lugar, ninguém sabe ao certo se este é o seu verdadeiro nome, nem com exatidão o local e a data do seu nascimento. Registros oficiais indicam que ele nasceu em Valenciennes-França, no ano de 1899, mas existem informações mais verossímeis de que ele tenha realmente nascido em Patras-Grécia, em 1893. Apesar de ter nacionalidade francesa, sabe-se que Goldkette passou a infância na Grécia e na Rússia e que imigrou para os Estados Unidos em 1911, aonde iria se aperfeiçoar como pianista e se estabelecer como bandleader. Antes de formar a sua orquestra em 1921, Goldkette trabalhou na banda de Andrew Raymond, mas não ficou muito tempo por lá. Jean Goldkette era do tipo inquieto que aliava o seu trabalho de músico com o de empresário e descobridor de talentos, e por isso vivia farejando oportunidades. Por ser um pianista de formação clássica, e por não ter raízes americanas, ele acabou produzindo um jazz com algum sotaque. Goldkette liderou ao longo da sua carreira mais de vinte grupos diferentes e foi uma referência em questão de música orquestrada. Diz a lenda que ele chegou a derrotar Fletcher Henderson em um concurso de orquestras realizado em Nova York, embora ninguém saiba precisar o local ou a data. Seu jazz era voltado para um tipo de música que servia principalmente à dança, e por isso jamais teve o merecido reconhecimento de muitos jazzistas e jazzófilos. Suas orquestras, no entanto, serviram como laboratório e como período de treinamento para diversos músicos de sucesso como Tommy Dorsey, Bix Beiderbecke, Frank Trumbauer, Don Redman e Joe Venuti. Sua gravação de “La Seduccion – música composta por Henri Clique - feita em 1916, é considerada uma das mais antigas peças do jazz orquestrado. Jean Goldkette se manteve musicalmente ativo durante os anos 1920 até os anos 1950.

 

Alguns dos principais músicos que participaram da orquestra – Bix Beiderbecke (trompete), Chauncey Morehouse (bateria), Danny Polo (clarinete), Dick Voynow (piano), Don Murray (saxofones), Don Redman (sax-tenor), Frank Trumbauer (sax-tenor), George Williams (sax-alto), Hoagy Carmichael (piano), Jimmy Dorsey (sax-alto), Joe Venuti (violino), Min Leibrook (contrabaixo), Nat Natoli (trompete), Paul Mertz (piano), Pee Wee Hunt (trombone), Tommy Dorsey (trombone), Vernon Brown (trombone).

 

Resumo da Discografia (gravações no período de 1924 a 1929)

 

A Lane In Spain (Al Lewis-Carmen Lombardo)

After I Say I’m Sorry (What Can I Say?) (Walter Donaldson-Abe Lyman)

An Old Italian Love Song (Charles Harrison-Walter Hirsch-Clinton Keithley)

Behind The Clouds (Al Dubin-John Burke)

Blue River (Alfred Bryan-Joseph Meyer)

Can You Blame Me?(Cause I Fell In Love With You) (Joe Goodwin-Larry Shay)

Clementine (Henry Creamer-Harry Warren)

Cover Me Up With The Sunshine Of Virginia (JoeYoung-Sam Lewis-George Meyer)

Dinah (Sam M.Lewis-Joe Young-Harry Akst)

For Old Times’ Sake (Buddy DeSylva-Lew Brown-Ray Henderson)

Gimme A Little Kiss (Will Ya, Huh?) (Roy Turk-Larry Link-Maceo Pinkard)

Here Comes The Showboat (Billy Rose-Maceo Pinkard)

Honest And Truly (Fred Rose-Leo Wood)

Hush-A-Bye (Frank Galvin-Robert E.Spencer)

Idolizing (Sam Messenheimer-Irving Abrahamson-Ray West)

I’m Gonna Meet My Sweetie Now (Benny Davis-Jessie Greer)

I’m Looking Over A Four-Leaf Clover (Mort Dixon-Harry Woods)

Just Imagine (Buddy DeSylva-Lew Brown-Ray Henderson)

Look At The World And Smile (Anne Caldwell-Raymond Hubell)

My Pretty Girl (Charles Fulcher)

Painting The Clouds With Sunshine (Al Dubin-Joe Burke)

Play Me Slow (Milt Hagen-Charles O’Flynn)

Rosette (Charles Newman-Carmen Lombardo)

She’s Funny That Way (Neil Moret-Richard Whiting)

Slow River (Henry Meyers-Charles Schwab)

Sunday (Ned Miller-Chester Cohn-Barry Frank)

Sunny Disposish (George Gershwin-Ira Gershwin-Phil Charig)

Sweethearts On Parade (Carmen Lombardo)

Take A Good Look At Mine (Phil Ponce-Dan Dougherty)

That’s Just My Way Of Forgetting You (Buddy DeSylva-Lew Brown-RayHenderson)

Where The Lazy Daisies Grow (Cliff Friend)

Ya Comin’ Up Tonight, Huh? (Sam A.Lewis-Abe Lyman)

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

 



AS CORES DO SWING
           (Livro de Augusto Pellegrini)

CAPÍTULO 22 - RESUMO DA DISCOGRAFIA


ISHAM JONES (1894-1956) 

Nome completo – Isham Edgar Jones

Nascimento – Coalton-Iowa-EUA

Falecimento – Hollywood-Florida-EUA

Instrumento – sax-tenor

 

Comentário – Isham Jones liderou diversas orquestras durante as décadas de 1920 e 1930, sempre com relativo sucesso. Na época, ele fez uma série de gravações de músicas dançantes e com isso se tornou uma das orquestras mais populares do país naquele dado instante. Além de ser um excelente bandleader, Isham Jones tinha a virtude de ser um esplêndido compositor.  Suas músicas – entre as quais podemos destacar “It Had To Be You”, “I’ll See You In My Dreams”, “On The Alamo”, “Never Again”, “You’re A Dream Come True” e “You’ve Got Me Crying Again” – foram gravadas com muito sucesso por muitas orquestras e por diversos cantores. Apesar de ser um pianista razoável e um saxofonista de grandes recursos, foram raras as vezes em que Jones se colocou na condição de solista na sua orquestra, preferindo deixar o trabalho para alguns dos seus músicos, entre os quais se destacaram Benny Goodman e Woody Herman. Em 1924 Isham Jones excursionou pela Europa com a sua orquestra, e em 1925 ele realizou as suas primeiras audições radiofônicas. O período áureo das suas apresentações e gravações transcorreu entre os anos de 1920 e 1927, quando ele teve a preocupação de transportar para a orquestra o som do jazz existente na época, bastante sedimentado no estilo chicago. Posteriormente, Jones tentou ingressar pra valer na onda do swing, como as outras orquestras vinham fazendo. Os músicos que tocaram com ele nesse período, que vai de 1932 a 1936 iriam futuramente formar o núcleo da orquestra de Woody Herman. Alguns críticos de jazz consideram a música de Isham Jones talvez um pouco comercial, direcionada mais para a dança do que para o entretenimento jazzístico, mas isso não tira o brilho da sua performance. Isham Jones se manteve musicalmente ativo durante os anos 1920 e 1940, tendo se aposentado precocemente por motivo de saúde.

 

Alguns dos principais músicos que participaram da orquestra – Benny Goodman (clarinete), Carroll Martin (trombone), Charles McNeil (banjo), Chelsea Quealey (trompete), Frank Bruno (trompete), George Walters (trompete), Guy Carey (trombone), Joe Bishop (baixo), Joe Frank (bateria), Louis Panico (corneta), Roy Bargy (piano), Sonny Lee (trombone), Tom Moore (guitarra), Woody Herman (clarinete).

 

Resumo da discografia (gravações no período de 1922 a 1935)

 

A Little Street Where Old Friends Meet (Gus Kahn-Harry Woods)

All Mine - Almost (Isham Jones-Charles Newman)

Aunt Hagar’s Children Blues (William Christopher Handy-Tim Brymm)

Blue Prelude (Joe Bishop-Gordon Jenkins)

Blue Room (Richard Rodgers-Lorenz Hart)

China Boy (Dick Winfree- Phil Boutelje)

Cotton Picker’s Ball (Elmer Schoebel-Irving Mills)

Crazy Rhythm (Irving Caesar-Joseph Meyer-Roger Wolfe Kahn)

Dallas Blues (Lloyd Garrett-Hart Wand)

Dardanella (Felix Bernard-Fred Fisher-Johnny Black)

Doin’ The New Low Down (Jimmy Mc Hugh-Dorothy Fields)

Farewell Blues (Paul Mares-Leon Roppolo-Elmer Schoebel)

For All We Know (Sam Lewis-John Fred Coots)

Frankie And Johnnie (Tradicional)

Get Lucky (Roy Bargy)

I’ll Never Have To Dream Again (Isham Jones-Charles Newman)

It’s The Blues (Jean Goldkette)

I’ve Found A New Baby (Jack Palmer-Bert Williams)

Louisville Lady (Billy Hill-Peter DeRose)

Mama Loves Papa (Cliff Friend-Abel Baer)

Midnight Rendezvous (Isham Jones-Eddie Stone-Nick Hupfer)

My Honey’s Lovin’ Arms (Herman Ruby-Joseph Meyer)

My Melancholy Baby (Ernie Burnett-George Norton)

Never Again (Isham Jones-Gus Kahn)

Riverboat Shuffle (Hoagland “Hoagy” Carmichael-Irving Mills-Dick Voynow)

Royal Garden Blues (Clarence Williams-Spencer Williams)

Sentimental Gentleman From Georgia (Mitchell Parish-Fred Perkins)

Sugar (Maceo Pinkard)

Sweet Georgia Brown (Ben Bernie-Maceo Pinkard-Kenneth Casey)

Sweet Man (Roy Turk-Maceo Pinkard)

Virginia Blues (Ernie Erdman-Fred Meinken)

(When It’s) Darkness On The Delta (Marty Synes-Al Neiburg-Jerry Livingston)

Wabash Blues (Dave Ringle-Fred Meinken)

Why Can’t This Night Go On Forever (Isham Jones-Charles Newman)

You’re Just A Dream Come True (Isham Jones)

You’ve Got Me Crying Again (Isham Jones-Charles Newman)

 

 

domingo, 3 de janeiro de 2021

 


AS CORES DO SWING
           (Livro de Augusto Pellegrini)

CAPÍTULO 22 - RESUMO DA DISCOGRAFIA


HARRY JAMES (1916-1983) 

Nome completo – Harry Haag James

Nascimento – Albany-Georgia-EUA

Falecimento – Las Vegas-Nevada-EUA

Instrumento – trompete

 

Comentário – Desde pequeno Harry James sempre foi íntimo do público e do sucesso, pois se exibia como contorcionista no Mighty Haag Circus, um pequeno circo de propriedade da família. Seu pai era trompetista e líder da banda do circo, o que despertou em Harry um interesse precoce pela música. Ainda criança, Harry iniciou seus estudos práticos e teóricos de música, tendo o pai como professor. No princípio, ele começou apenas a ter noções rítmicas e a tocar tambor, mas em seguida passou para o trompete. Aos doze anos, Harry já tocava na banda oficial do Christy Brothers Circus, para o qual a família trabalhava na época, e aos quatorze foi vencedor de um concurso local para trompetistas. A partir de então ele decidiu que seguiria definitivamente a carreira musical e aperfeiçoou o seu sopro, que na época já era diferenciado. Em 1935, quando tinha dezenove anos, Harry James já se tornara suficientemente conhecido a ponto de ser chamado pelo bandleader Ben Pollack para fazer parte da sua orquestra, sendo no ano seguinte promovido a primeiro trompete. Não demorou muito para que ele chamasse a atenção de Benny Goodman, com o qual tocou a partir de 1936 durante o período áureo da Era do Swing. Harry James era dono de um sopro forte, cristalino e inconfundível, e possuidor de uma extraordinária técnica que lhe permitia executar no trompete peças escritas até para o violino, como “The Flight Of The Bumblebee” e “Hora Staccato”. Harry montou a sua primeira formação em 1939, e foi nacionalmente reconhecido com a gravação da música “You Made Me Love You”. A partir de então, ele começou a colecionar sucessos, que culminaram com a participação em diversos filmes de Hollywood, como “Springtime In The Rockies” (1942), “Best Foot Forward” (1943), “Bathing Beauty” (1944), entre outros. James adicionou glamour ao espírito jazzístico do swing, utilizando instrumentos como violas, cellos e violinos, e vestindo a orquestra com um figurino requintado. Os críticos são unânimes em afirmar que se Harry James tivesse dedicado mais da sua vida ao estudo e à interpretação das raízes do blues, ao invés de enveredar pelo mundo do show business e do cinema, ele seria venerado como um dos maiores trompetistas de jazz da história. James se manteve musicalmente ativo desde os anos 1930 até o início dos anos 1980.

 

Alguns dos principais músicos que participaram da orquestra – Al Cuozzo (trompete), Allan Reuss (guitarra), Arnold Ross (piano), Buddy Rich (bateria), Charlie Queener (piano), Carmen Cavallaro (piano), Corky Corcoran (sax-tenor), Don Lamond (bateria), George Davis (sax-barítono), Joe Mondragon (baixo), Johnny MacAfee (sax-alto), Juan Tizol (trombone), Neal Hefti (trompete), Nick Bouno (trompete), Nick Fatool (bateria), Si Zentner (trombone), Sonny Payne (bateria), Vido Musso (sax-tenor), Willie Smith (sax-alto).

 

Resumo da discografia (gravações no período de 1943 a 1955)

 

Autumn Leaves (Jacques Prévert-Joseph Kosma-Johnny Mercer)

Autumn Serenade (Peter De Rose-Sammy Gallop)

Between The Devil And The Deep Blue Sea (Harold Arlen-Ted Koehler)

Blues (An American In Paris) (George Gershwin-Eddie Sauter)

Blues In The Night (Harold Arlen-Johnny Mercer)

(By The) Sleepy Lagoon (Eric Coates)

Cibiribin (They’re So In Love) (Alberto Pestalozza-Harry James-Jack Lawrence)

Dancing In The Dark (Howard Dietz-Arthur Schwartz)

Deep Purple (Peter DeRose-Mitchell Parish)

Embraceable You (George Gershwin-Ira Gershwin)

Harlem Nocturne (Earl Hagen)

How Deep Is The Ocean? (Irving Berlin)

Hora Staccato (Grigoras Dinicu)

If I Loved You (Richard Rodgers-Oscar Hammerstein II)

I’m Beginning To See The Light (D.Ellington-Johnny Hodges-HarryJames-Don George)

In A Mist (Bix Beiderbecke)

Indiana (James Hanley-Ballard MacDonald)

It’s Been A Long, Long Time (Sammy Cahn-Jule Styne)

Jealousie (Jacob Gade)

King Porter Stomp (Jelly Roll Morton)

Lover Man (Roger Ramirez-Jimmy Sherman-Jimmy Davis)

Lullaby In Rhythm (Benny Goodman-Edgar Sampson-Walter Hirsh-Clarence Profit)

Lullaby Of Broadway (Al Dubin-Harry Warren)

Manhattan (Richard Rodgers-Lorenz Hart)

Memphis In June (Hoagland “Hoagy” Carmichael-Paul Francis Webster)

Midnight Sun (Lionel Hampton-Sonny Burke-Johnny Mercer)

My Melancholy Baby (Ernie Burnett-George Norton)

Oh Baby What You Do To Me (Harry James-Lionel Newman)

Rose Room (Harry Williams-Art Hickman)

September In The Rain (Al Dubin-Harry Warren)

Serenade In Blue (Mack Gordon-Harry Warren)

Skylark (Hoagy Carmichael-Johnny Mercer)

St. Louis Blues (William Christopher Handy)

That Old Feeling (Lew Brown-Sammy Fain)

The Flight Of The Bumblebee (Nikolai Andreyevich Rimsky-Korsakov)

The High And The Mighty (Dimitri Tiomkin-Ned Washington)

The Man I Love (George Gershwin)

These Foolish Things (Harry Link-Jack Strachey-Holt Marvell)

Three Coins In The Fountain (Sammy Cahn-Jule Styne)

Trumpet Blues (Harry James-Jack Mathias)

You Don’t Know What Love Is (Gene De Paul-Don Raye)

You Go To My Head (J.Fred Coots-Haven Gillespie)

You’ve Changed (Bill Carey-Carl Fisher)

Where Or When (Richard Rodgers-Lorenz Hart)

 

 

 


A PORTA ABERTA

(Augusto Pellegrini)

E, de repente, a porta fica aberta
Deixando passar uma lembrança amarga
Tento um protesto, mas a voz embarga
Lembrança errada na hora mais incerta

Por que voltaste a me assombrar em sonhos
E reviver uma mágoa esquecida?
Lembrança má das ilusões sofridas
Qual vagas loucas chicoteando escolhos

A porta fica aberta e tu passas por ela
A mesma imagem que atravessa os anos
Dores da alma, pranto, desenganos
Passam também, seguindo o vulto em tela

Quero acordar deste meu sonho ruim
Fugir do teu, do meu fantasma abjeto
Sonho importuno que me deixa inquieto
Sonho indiscreto que não tem mais fim

Mar 2018