sábado, 1 de maio de 2021

 


AS CORES DO SWING
           (Livro de Augusto Pellegrini)

BANDLEADERS E DISCOGRAFIA


Kurt Edelhagen (1920-1982) 

Nome completo – Kurt Edelhagen

Nascimento – Herne-Alemanha

Falecimento – Colônia-Alemanha

Instrumento – clarinete e piano

 

Comentário – Durante mais de vinte anos, Kurt Edelhagen foi o mais respeitado nome orquestral na Alemanha e um dos mais respeitados na Europa na execução do swing e do jazz orquestrado, pois sua música tinha um grande sentido de blues e uma forte pitada de bebop. Com seu estilo moderno e internacional, ele foi muito celebrado na Alemanha como orquestra de rádio nos períodos de antes e depois da Segunda Guerra, tempos onde ainda predominava musicalmente a Orquestra Filarmônica de Berlim. Edelhagen estudou clarinete e piano na cidade de Colônia e depois se graduou em regência, antes de formar a sua primeira orquestra em 1946. Até 1949, Edelhagen conduziu orquestras em apresentações de palco, em sessões de gravação e em programas de rádio em Frankfurt. De 1949 até 1952 ele tocou em Nuremberg e mais tarde, de 1952 até 1957, dirigiu a orquestra da Rádio Sudwestfunk. Em 1953, Edelhagen contratou e revelou para o público a cantora francesa Caterina Valente, gravando um álbum que a crítica chamou de “multicultural” e que foi um imediato sucesso em todo o mundo. O estilo de Kurt Edelhagen era forte e não poupava os metais, mas era ao mesmo tempo profundamente harmonioso, produzindo uma sonoridade moderna semelhante à de Stan Kenton. Em 1957 Kurt voltou para Colônia a fim de comandar a orquestra da Westdeustcher Rundfunk, que tinha entre os seus componentes alguns dos maiores músicos da Europa, como os trompetistas Milo Pavlovic, Dusko Gojkovic e Jimmy Deuchar, os saxofonistas Derek Humble, Bubi Aderhold e Eddie Busnello, os trombonistas Jiggs Whigham e Ken Wray, e também os pianistas e futuros maestros Francy Boland (que mais tarde formaria a Clarke-Boland Big Band com Kenny Clarke) e Claus Ogerman (que mais tarde iria para os Estados Unidos trabalhar com música erudita e gravar bossa nova com Tom Jobim). A orquestra sofreu uma queda em 1973, mas Edelhagen a reergueu mantendo-a unida e atuante por mais algum tempo, permanecendo à frente do grupo remanescente até pouco antes da sua morte, em 1982.

 

Algumas gravações 

Autumn Leaves (Johnny Mercer-Jacques Prévert-Joseph Kosma)

Bei Mir Bist Du Schön (Sholom Secunda-Sammy Cahn-Saul Chaplin)

Blue Skies (Irving Berlin)

Blues For Gaston (Francis Coppieters)

Chinatown (Jean Schwartz-William Jerome)

Cookin’ At The Continental (Horace Silver)

Hawaiian War Chant (tradicional)

Have You Met Miss Jones? (Richard Rodgers-Lorenz Hart)

In A Little Spanish Town (Mabel Wayne-Sam Lewis-Joe Young)

Jumpin’ At The Woodside (Count Basie)

Mackie Messer (Kurt Weill-Bertold Brecht)

Lock ‘Yor Blues (Francy Boland)

Opus De Funk (Horace Silver)

Prince Albert (Max Roach)

Tea For Two (Vincent Youmans-Irving Caesar)

Up, Up And Away (Jimmy Webb)

You’re Driving Me Crazy (Walter Donaldson)

 

 

quinta-feira, 29 de abril de 2021

 


AS CORES DO SWING
           (Livro de Augusto Pellegrini)

BANDLEADERS E DISCOGRAFIA


KING OLIVER (1881-1938) 

Nome completo – Joseph Nathan Oliver

Nascimento – Aben-Louisiana-EUA

Falecimento – Savannah-Georgia-EUA

Instrumento – corneta e trompete

 

Comentário – Joe “King” Oliver foi um dos mestres do jazz tradicional. Além de ser um grande cornetista e trompetista, Oliver deu oportunidade a muitos músicos de Nova Orleans, quer trazendo-os para as bandas que comandava, quer lhes ensinando os segredos do instrumento. King Oliver começou tocando nas brass bands da cidade, e em 1910 liderava o melhor grupo de jazz tradicional de Nova Orleans ao lado de Kid Ory. Com o fechamento dos cabarés do bairro de Storyville, Oliver teve que sair da cidade, indo inicialmente para a Califórnia e depois para Chicago, onde montou uma das suas melhores formações, a banda chamada Creole Jazz Band, que tocava no antigo Royal Gardens (depois chamado Lincoln Gardens). Em 1923, a Creole realizou uma série de gravações incorporando a sonoridade do estilo chicago e fazendo um jazz predominantemente dançante. O grupo foi rebatizado como King Oliver & His Dixie Syncopators, numa alusão ao dixieland. A banda – em outra das suas excelentes formações – apresentava King Oliver e o seu jovem pupilo Louis Armstrong se revezando no trompete, e tinha a participação de Baby Dodds, Johnny Dodds, Lil Hardin, Honoré Dutrey e Bill Johnson. Oliver foi um dos pioneiros no uso da surdina, que proporcionava ao seu trompete uma variedade multicolorida de sons. King Oliver era um grande músico e uma excelente pessoa, mas não possuía habilidade no gerenciamento dos seus negócios. Ele perdeu muito dinheiro com contratos mal assinados e outro tanto pelas mãos de produtores desonestos. Além disso, ao mesmo tempo em que cresciam as suas dificuldades no gerenciamento da sua banda (e os músicos, percebendo o problema, começaram a debandar), Oliver enfrentava sérios problemas de saúde que ocasionaram a perda de vários dentes, o que causava dores intensas quando ele soprava o trompete, além de alterar a qualidade do som. Devido a questões financeiras mal resolvidas, Oliver perdeu sucessivos contratos, como os do Savoy Ballroom e do Cotton Club, ambos em Nova York. Com a Depressão de 1929, Oliver entrou em colapso. Sem ter onde tocar trabalhou como porteiro de night club e morreu aos cinquenta e sete anos numa casa de cômodos, na mais absoluta pobreza. “King” Oliver foi um precursor das bandas de jazz e o verdadeiro rei do trompete por cerca de vinte anos.

 

Algumas músicas 

Canal Street Blues (King Oliver)

Chimes Blues (King Oliver)

Dippermouth Blues (King Oliver)

Doctor Jazz (King Oliver)

High Society (Clarence Williams-Porter Steele)

I Ain’t Gonna Tell Nobody (Richard Jones)

Mabel’s Dream (Ike Smith)

New Orleans Shout (King Oliver)

Riverside Blues (King Oliver)

Snag It (King Oliver)

St. James Infirmary (Joe Primrose)

Sugar Foot Stomp (Fletcher Henderson)

Sweet Like This (King Oliver)

Tin Roof Blues (Walter Melrose)

Weather Bird (King Oliver)

West End Blues (King Oliver-Clarence Johnson-Spencer Wiliiams)

 

 

 


NOVOCABULÁRIO INGLÊS

(Copyright FluentU) 

(ver tradução após o texto)

 

DISCOMBOBULATED (FLUMMOXED) 

If you’re now feeling very DISCOMBOBULATED you are also FLUMMOXED. To FLUMMOX a person means to “confuse them a lot”. DISCOMBOBULATE (with meaning “confuse” or “frustrate”) was first recorded in the form “discomboberate” in the early 1800’s, and apparently originated as a humorous imitation oh hifalutin-sounding Latin words. FLUMMOX came into the English language in the middle of the 19th century. It was taken from dialects used in some parts of the UK.


             “I felt DISCOMBOBULATED after working twelve hours a day for seven straight days…”


           “The cat was DISCOMBOBULATED until it learned its way back to the new house.”

 

            “Because I had not studied for the exam, I was FLUMMOXED by many of the questions”

 

             “The uneducated man was FLUMMOXED by the legal document.”

 

 

            

            TRADUÇÃO

 

CONFUSO (BAGUNÇADO)

Se você está se sentindo muito confuso, você também se sente bagunçado. Bagunçar com uma pessoa significa confundi-la um bocado. “DISCOMBULATE” (que significa “confundir”, “frustrar”), foi registrado inicialmente na forma “DISCOMBOBERATE” no início dos anos 1800, e aparentemente teve sua origem numa imitação bem-humorada de uma pronúncia pretensiosa de palavras latinas. “FLUMMOX” surgiu na língua inglesa em meados do século 19, extraído de dialetos de alguns lugares do Reino Unido.

            “Eu me senti QUEBRADO depois de trabalhar doze horas por dia durante sete dias a fio”.

“O gato estava ATRAPALHADO até que conseguiu achar o caminho da nova casa”.

“Por não ter estudado para o exame, eu fiquei PERDIDO com muitas questões”

“O sujeito inculto ficou BOQUIABERTO ao ver o documento legal”.


terça-feira, 27 de abril de 2021

 


AS CORES DO SWING
           (Livro de Augusto Pellegrini)

BANDLEADERS E DISCOGRAFIA


KAY KYSER (1905-1985) 

Nome completo – James Kern Kyser

Nascimento – Rocky Mount-North Carolina-EUA

Falecimento – Chapel Hill-North Carolina-EUA

Instrumento – nenhum (cantor)

 

Comentário – Apesar de não conhecer teoria musical, Kay Kyser acabou se transformando, durante um período que se estendeu de 1933 até o final dos anos 1940, num dos mais populares bandleaders de swing da América. Kyser começou sua carreira artística quando, devido ao seu grande carisma, foi convidado a substituir o líder da banda da Faculdade de Direito de North Carolina, um músico de nome Hal Kemp, para organizar uma apresentação musical. Ele ficou tão fascinado pelo palco e se tornou tão popular na liderança dos músicos que decidiu abandonar o estudo de Direito e continuar trabalhando com música, ao mesmo tempo em que se matriculava no curso de Teatro da Universidade, onde se graduou com mérito. Kyser ingressou numa emissora de rádio local e começou a apresentar um programa de perguntas e respostas chamado “Kay Kayser’s Kollege of Musical Knowledge”. Em pouco tempo ele se tornou uma personalidade respeitada, o que facilitou a sua tarefa de contratar alguns músicos e formar a sua orquestra, que logo se transformou numa verdadeira coqueluche do swing dançante. Kyser cantava e fazia “sketches” engraçados com a participação dos seus músicos e de outros cantores. Ciente da sua falta de conhecimento musical, ele contratou como arranjador o maestro e professor do Conservatório de Música de Cincinnati, George Duning, e assim a sua orquestra acabou sendo muito aplaudida pelo público e elogiada pelos críticos. Em 1939, Kay Kyser resolveu tentar o cinema e investiu muito dinheiro para estrelar em um filme da RKO chamado “That’s Right, You’re Wrong”, que lhe rendeu mais fama e sucesso. Em seguida, Kay Kyser estrelou outros dois filmes, “You’ll Find Out” (RKO-1940) – no qual ele lançou o Sonovox, antecessor do Vocorder, um aparelho que modificava a voz, dando a ela a sonoridade de instrumentos musicais – e “Carolina Blues” (Columbia-1944). Em 1949 Kyser voltou a trabalhar no rádio e na televisão, mas tendo ficado relativamente rico, ele se aposentou em 1950, abandonando de vez as atividades artísticas e se fixando em Chapel Hill para se dedicar junto com a família a um movimento filosófico-religioso chamado Movimento da Ciência Cristã. Apesar de ter tido uma participação significativa na área de entretenimento, Kay Kyser se manteve musicalmente ativo apenas cerca de vinte anos, desde o iníco dos anos 1930 até o final dos anos 1940.

 

Algumas gravações 

Bell Bottom Trousers (Moe Jaffe)

Can’t Get Out Of This Mood (Jimmy McHugh-Frank Loesser)

‘Cause My Baby Says It So (Al Dubin-Harry Warren)

I Love An Old Fashioned Song (Sammy Cahn-Jule Styne)

I Never Knew I Could Love Anybody (Tom Pitts-Ray Eagan-Roy K.Marsh-Paul Whiteman)

If My Heart Had A Window (John Jacob Loeb)

It’s Kind Of Lonesome Out Tonight (Duke Ellington-Don George)

Like Someone In Love (Johnny Burke-Jimmy Van Heusen)

Long Ago (And Far Away) (Jerome Kern-Ira Gershwin)

Music, Maestro, Please! (Herbert Magidson-Allie Wrubel)

On A Slow Boat To China (Frank Loesser)

Pushin’ Sand (George Simmons-Roc Hillman)

Sweet And Lovely (Gus Arnheim-Jules LeMare-Harry Tobias)

The Nearness Of You (Hoagland “Hoagy” Carmichael-Ned Washington)

(There’ll Be Bluebirds Over) The White Cliffs Of Dover (Walter Kent-Nat Burton)

Two Sleepy People (Hoagland “Hoagy” Carmichael-Frank Loesser)

You’ll Find Out (Doug Eldridge-Allan T.Flowers-Ric Ivanisevic-Fred Nelson Jr)

 

 

segunda-feira, 26 de abril de 2021

 


SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 21/09/2018
RÁDIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

STAN GETZ WITH ARTHUR FIEDLER IN TANGLEWOOD

Stan Getz é um dos mais representativos saxofonistas de jazz de toda a história. Ele se notabilizou como um dos iniciadores do cool jazz e do West Coast jazz e anos depois como um dos principais responsáveis por difundir o movimento bossa nova nos Estados Unidos e, por consequência, no mundo. Seu sopro comportado e sem vibrato variava entre solos jazzísticos complexos e sequências melódicas em tom de balada, lhe valendo uma legião de fãs mesmo entre aqueles que não tinham muita intimidade com o jazz. Nesta apresentação, feita em 1957 numa sala de concertos chamada Tanglewood, em Massachusetts-EUA , ele é acompanhado por um quarteto jazzístico e pela famosa orquestra Boston Pops conduzida pelo maestro Arthur Fiedler, executando uma série de baladas e finalizando com uma versão inusitada de "The Girl From Ipanema",

 Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini

                                                                                                                                    

 

 

 

 

 


 

O ATOR 

(Augusto Pellegrini) 

Timóteo se transformou em diretor teatral porque nunca conseguiu ser ator nem teve a coragem de ser crítico. Por isso sempre tratou com desdém tanto os atores como os críticos, e somente conseguiu encarnar a nobre função de diretor – e apenas naquele teatro, vejam bem – por ser o genro do dono, outro estafermo que se dizia empresário teatral, mas não sabia distinguir entre teatro e circo mambembe.

Benito, o dono, se autoproclamava “empresário teatral Benito Rubaloca” – dizem que espanhol – e costumava divulgar as suas produções com toda força nas páginas de cultura dos diários e semanários locais.

Rubaloca sentia uma rútila alegria quando via o seu nome estampado nas páginas dos periódicos, e costumava dizer que seu sonho era ser eternizado no Diário de Notícias.

Na época que ora relato, ele anunciava com grande estardalhaço – “Produções Rubaloca apresenta O Defunto Virgem, um clássico da dramaturgia”, que era ambientado numa fazenda americana do fim do século 19 e exibido no Teatro Aliança, um prédio reformado que mantinha a aparência e a arquitetura do cinema que fora, sessenta anos atrás.

Como parte do elenco estava sua atriz predileta, Dorotéa Vaughan – nascida Maria dos Anjos Silva – que se considerava uma musa, embora no fundo não passasse de uma canastrona mal-acabada.

Bonita ela não era, embora tivesse um certo porte, pois sua altura tinha o tamanho exato do seu convencimento e, apesar da pouca idade, pois ainda não chegara à casa dos trinta, utilizava uma maquiagem exagerada que a tornava semelhante a uma boneca japonesa de porcelana.

Todos na companhia sabiam que certas coisas proibidas estavam acontecendo entre Benito e Dototéa, meio às escondidas e meio às escancaras, mas sabiamente de eximiam de qualquer comentário. Essas “coisas proibidas” (“impróprias”, talvez fosse o termo correto) justificavam a preferência do tolo Benito pela frívola prima-dona, que era sempre elencada como atriz principal da companhia, independentemente do gênero levado em cartaz.  

No palco, Dorotéa exagerava nos gestos e na impostação como se um texto de Molière tivesse sido escrito por Sófocles, emitindo agudos vocais tão estridentes e desagradáveis que sua voz soava como um sistema de som com microfonia, apesar de todas as nossas apresentações serem acústicas.

Não sei do timbre da sua voz no silêncio do particular, mas deveria ser do agrado do velho Rubaloca, que por ser um sátiro sem princípios não dava muita importância para princípios de fonoaudiologia, preferindo dar atenção a outros atributos mais palpáveis.

Na peça, Dorotéa desempenhava o papel da mulher de um fazendeiro, a quem trai com um vendedor de escovas do condado, num drama fetichista de difícil compreensão para o público, segundo teorizava o autor, um desconhecido à procura de uma plateia, chamado Eraldo Montalvão.

Felizmente meu papel nesta peça – eu representava Pavel, a voz da consciência do vendedor de escovas – se resumia a um monólogo de três minutos, que apesar de exigir um forte vigor histriônico, pelo menos me reservava ao direto de ser histriônico sozinho, sem a má companhia da Dorotéa.

Minha entrada se dava no fim do primeiro ato, quase um entreato, e sua importância na trama era ligar o passado e o presente. Eu não era um personagem, mas um pensamento, quase um fantasma, que servia para lembrar aos circunstantes a filosófica existência das causas sobre os efeitos.

Minha atuação se fazia sem a liturgia do drama e sem a emoção dos grandes espetáculos.

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Timóteo saiu de circulação, e a última vez que foi visto vendia frutas na feira, também sem exibir o menor talento.

Rubaloca, o pivô da questão, levou três tiros da esposa quando ela descobriu a traição e teve enfim seu nome eternizado no Diário de Notícias como sempre fora o seu desejo, muito embora na página policial.

Quanto a mim, desde então sou mais um personagem da vida real à procura de uma persona no palco, saudoso do camarim que guarda aquele silêncio que antecede o espetáculo e daquele calafrio que antecipa a entrada triunfante no palco.

E, na falta de um Tennessee Williams, sigo à espera de um Eraldo Montalvão para escrever as minhas falas.

    

 

 

domingo, 25 de abril de 2021

 


AMOR VOLTEI 

(Samba de Augusto Pellegrini e João Apolinário ‘Poli’) 1975

 

Amor, pra os seus braços voltei

Desta vez para dar

Aquilo que eu sempre jurei

Amor voltei

 

Amor, pra os seus braços voltei

Desta vez pra lhe dar

Aquilo que eu sempre jurei

 

De tanto andar ao léu

Cansei e desisti

Fui procurar um novo amor

Tentei, não consegui

Eu volto então pra lhe afirmar

Ando cheio de pecado

É sua vez de perdoar

Então voltei