sexta-feira, 4 de outubro de 2019







NOVOCABULÁRIO INGLÊS
(Copyright MacMillan)

(ver tradução após o texto)

PROTIRE

If you’re fed up with your job and retirement still seems many years ahead, why not PROTIRE? Instead of working away at a high-pressure job until you are in your sixties, make plans to PROTIRE by the age of thirty-five. Drop that fast track career and opt for something less stressful and more emotionally rewarding.  

            “Research shows that previously career-minded thirty somethings are suffering from burn-out and want to quit… Disillusioned with their careers, they are choosing to PROTIRE … or drop out work with a positive, self-improving aim...” (The Scotsman, 9th September, 2003)
  

TRADUÇÃO

APOSENTADORIA ANTECIPADA
Se você já está cansado de trabalhar e a aposentadoria oficial parece ser uma coisa ainda longínqua, por que não tentar uma APOSENTADORIA ANTECIPADA? Em vez de continuar trabalhando sob pressão até chegar à casa dos sessenta, faça planos para antecipar a sua aposentadoria quando estiver com seus trinta e cinco. Esqueça a carreira vertiginosa que havia imaginado e opte por algo menos estressante e emocionalmente mais recompensador.

 “Pesquisas mostram que pessoas nos seus trinta anos que haviam planejado com antecedência suas carreiras a longo prazo estão perdendo o ímpeto e querem dar um basta... Desiludidos com suas carreiras, eles estão optando por se aposentar antecipadamente... dando um basta no trabalho oficial com um planejamento objetivo que traga melhorias à sua vida”. (publicado no The Scotsman de 9 de setembro de 2003)

quinta-feira, 3 de outubro de 2019






A BUSCA E A FUGA  
(Excerto)


Olhos verdes me fitam, mas não com a expressão que eu desejava. Não era esse olhar, um olhar de mil olhos olhando para dentro de mim, perfurando vísceras e alma, um devasso devassado.
Estes mil olhos me cercam e me antagonizam e me agonizam e me agoniam, e me perseguem, sou levado pela força do olhar como se estivesse num labirinto, sem vontade, sem defesa, uma fera acuada.
Tento escapar e escapo por uma porta, mas me vejo num beco sem saída. Sigo tateando pelas paredes que se multiplicam à procura de outra porta, a verdadeira, como se existissem portas verdadeiras, como se existisse alguma saída.
Enfim uma porta se abre e eu vejo à minha frente um jardim a perder de vista, com enormes figueiras, tulipeiras e rododendros tingindo o teto copado com múltiplas cores, e também vejo samaúmas e jacarandás enquanto o sol esforça para jogar seus raios sobre a relva espessa e pela senda por onde corro.  
Corro buscando a saída de um jardim que parece não ter fim e tenho a impressão de que o jardim também corre, mas no sentido contrário e com a mesma velocidade e com o mesmo pânico, só para anular os meus passos. Não deve ser fácil pertencer a este jardim e a este mundo.
Diviso um portão que também está fugindo em vez de se aproximar, mas num supremo esforço eu chego ao lado de fora.
De repente, tudo muda. Não sinto mais o peso dos olhos verdes a me perscrutarem, nem os galhos transformados em garras a me perseguirem, nem o musgo a me agarrar os pés e me vejo finalmente livre.
A rua está deserta e lá ao fundo um homem caminha à procura do seu horizonte.  
-0-0-0-
Quando eu ando solitário pelas ruas penso às vezes coisas que seguramente já foram pensadas por outros solitários como eu.


terça-feira, 1 de outubro de 2019






VEM CÁ, VOCÊ
(Augusto Pellegrini)

Vem cá, você, vem cá, me inveje agora
Que não tenho nada mais pra oferecer
Eu já fui rei, fui coberto de glórias
Já fiz chover, já fiz amanhecer

Tão poderoso, que o sol me dizia
Que ele aquecia só pra me agradar
E o céu, de estrelas sempre se vestia
Pra que pudesse me acalentar

Mandava, e o vento me obedecia
E um gesto meu fazia o mar recuar
Tinha poderes que eu nem conhecia
Cessava a chuva só com um mero olhar

Não percebi que esta grande cilada
Era uma forma de testar meu ego
Exagerei nas minhas exigências
Tudo enxergava, mas estava cego
 
Agora, a força toda foi-se embora
Castigo de quem um dia quis ser Deus
Vem cá, você, vem cá, me inveje agora
Que estou sem nada, sem nenhum poder

Setembro, 2019

segunda-feira, 30 de setembro de 2019






O AMOR ANOITECEU 

(José Roberto Marques ‘Pulga’ – Augusto Pellegrini)

Vai, que eu não quero mais
Teu amor
Vai, não suporta mais
Meu coração
Vai, leva a solidão
Já murcha como a flor que morreu

Se a brisa que soprou
Já não sopra mais
Se todo aquele amor
Já ficou pra trás
Pra que ser como o sol
Querendo em vão brilhar?
Se o amor anoiteceu...