sábado, 22 de janeiro de 2022

 


NOVOCABULÁRIO INGLÊS

(Copyright FluentU)

English words that people say wrong and use wrong

 (ver tradução após o texto)

 

LITERALLY   

Wrong meaning: Very (figuratively). The word is often used for emphasis and as an exaggeration, as in “I’m LITERALLY dying of laughter”. 

Right meaning: Actually, exactly, without exaggeration.

 

LITERALLY is a weird word because somehow in recent years, it has been used for literally the opposite of its definition. The word actually means something exact or precise.

  

“There are LITERALLY millions of stars in the sky.”

 

“There is LITERALLY a snake in my bathroom. Please help!”

 

(You are not “LITERALLY dying of laughter” unless you are actually dying).

 

         

                       TRADUÇÃO

 

Palavras da língua inglesa que as pessoas usam com o sentido errado 

LITERALMENTE

Significado errado: Muito (no sentido figurado). A palavra é usada para dar ênfase ou exagerar uma situação, como em “estou LITERALMENTE morrendo de rir”.

Significado correto: Na verdade, de fato, sem exagero.  


LITERALMENTE se transformou nos últimos anos numa palavra estranha por ser frequentemente usada para definir o oposto do seu significado. Na verdade, LITERALMENTE significa algo exato ou preciso.  
    

            “Existem literalmente milhões de estrelas no céu.”

            “Há uma cobra, de verdade, no meu banheiro. Me ajudem!”

            (Você não estará LITERALMENTE morrendo de rir a não ser que você esteja morrendo mesmo).

 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

 


SINOPSE DO PROGRAMA SEXTA JAZZ DE 13/03/2020
RÁDIO UNIVERSIDADE FM - 106,9 Mhz
São Luís-MA

HAROLD LÓPEZ-NUSSA - UN DIA QUALQUIERA

Cuba sempre nos presenteou com grandes músicos, tanto na arte caribenha quanto no melhor do jazz. Seguindo a linhagem de alguns grandes mestres nascidos na ilha, como Mario Bauzá, Chucho Valdez, Paquito D’Rivera, Mongo Santamaria, Gonzalo Rubacalba e outros,  quem se apresenta hoje no Sexta Jazz é o pianista Harold López-Nussa com seu trio, num repertório que inclui composições próprias com algumas de outros compositores renomados. Os López-Nussa - pais e irmãos de Harold - formam uma tradicional família de músicos, tanto na área popular quanto erudita. Harold costuma fazer excursões pelo mundo afora, mas continua residindo em Havana, onde tem o seu quartel-general. O álbum que está sendo apresentado - "Un Dia Qualquiera" - traz uma riqueza harmônica instigante, fundindo valores caribenhos com o jazz contemporâneo onde se destaca a técnica do pianista.  

Sexta Jazz, nesta sexta, oito da noite, produção e apresentação de Augusto Pellegrini

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

 


O ESTUDO COMO FORMA DE CRESCIMENTO
(Augusto Pellegrini)
 

Este artigo foi escrito para os adolescentes que acham que as coisas caem do céu – e as nossas escolas estão repletas deles – e foi publicado num jornalzinho interno de uma escola de inglês. A finalidade foi despertar nos jovens leitores – embora provavelmente leitores apenas ocasionais – a extrema necessidade de se preparar para o futuro, porque muito em breve eles terão que enfrentar uma batalha entre os mais fortes. Sem a menor intenção de ter escrito outro abominável texto de autoajuda, tenho plena consciência de que este artigo é também dirigido aos adultos irresponsáveis que pensam em enriquecer apenas materialmente – certamente apostando em loterias – se esquecendo que sem um suporte cultural os novos ricos não passam de ricos idiotas. 

 

-0-

 

Certa vez, há muitos anos, mesmo sem jogar lá essas coisas eu resolvi fazer do xadrez o meu passatempo predileto.

Para tanto, combinei com um amigo para que praticássemos um pouco todo final de dia. Ele era o que se pode chamar de “um bom jogador”.

Então, diariamente, depois das cinco da tarde, as partidas se desenrolavam naturalmente e eu, é claro, perdia todas!

A coisa tomou tal dimensão e as derrotas se tornaram tão rotineiras e contundentes que eu decidi que era chegada a hora de mudar o rumo da minha história sobre o tabuleiro.  

Como Bóris – este era o nome do amigo – teve que viajar, tivemos uma pausa de uns vinte dias, tempo necessário para eu comprar dois ou três livros e começar a estudar, dedicando parte do meu estudo para as aberturas, parte para o desenvolvimento e parte para os finais de partida.

Em pouco tempo, aprendi muito com Ruy Lopez, Alekhine, Capablanca e outros mestres, até que chegou a hora de testar meu novo perfil contra o meu amigo.

Para minha surpresa – e a dele – comecei sistematicamente a ganhar as partidas, algumas até sem muita dificuldade. Após algumas derrotas, Bóris questionou o meu súbito crescimento xadrezista.  

Expliquei o que havia feito e também lhe mostrei os livros. Após as explicações de praxe, ele coçou a cabeça e declarou solenemente que iria também começar a estudar.

Este episódio, apesar de nada especial, me deixou duas lições.

Primeira, por mais que você acha que sabe, sempre existe espaço para saber um pouco mais, ou seja, somos todos ignorantes e as portas do conhecimento são inesgotáveis. “A única coisa que eu sei é que eu nada sei”, disse Aristóteles.

Segunda, quanto mais você aprimora o seu conhecimento, maiores são as possibilidades de você se tornar um vencedor. Isto acontece com o xadrez, isso acontece com qualquer matéria da vida, inclusive no que diz respeito ao aprendizado de uma língua estrangeira.  

Toda forma de estudo é primordialmente uma questão de vontade.

Diferentemente de outro tipo de estudo acadêmico – química, física, biologia – que requer muita leitura, experimentos, alguma memorização e uma boa dose de paciência, estudar idiomas é mais uma questão prazerosa de se manter ligado às coisas que nos cercam.  

Você aprende inglês diariamente assistindo TV, lendo cartazes, apreciando vitrines e fachadas comerciais, ouvindo música, navegando na internet ou tentando entender o manual de instruções daquele novo implemento eletrônico que você acabou de adquirir.

E tem mais: ao se integrar numa sala de aula você se socializa praticando o idioma com o professor e com os seus colegas, descobre curiosidades e particularidades de uma cultura diferente e se diverte ao descortinar coisas novas. Em outras palavras, você se diferencia do comum e se torna uma pessoa com o futuro mais resolvido, ao mesmo tempo se divertindo ao descortinar coisas novas. Você realmente começa a fazer parte do mundo globalizado em que estamos vivendo e fica pronto para aceitar desafios aqui ou em qualquer parte do mundo.

O negócio é não se conformar com os nossos reveses só porque aquele outro alguém está tendo mais sucesso. Temos é que estudar, qualquer que seja a forma e o método, para garantir um lugar na sociedade competitiva em que vivemos.

Foi desta forma que eu equilibrei as forças com o meu amigo Bóris.

 

2003

 

 

   

 



O TEU INFINITO

(Augusto Pellegrini)

 

Misterioso como a noite
O teu infinito
Gostaria de mergulhar
No fundo dos teus olhos

 

Março de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

 


CANTADOR POPULAR 

(Bossa - música de Renato Winkler e letra de Augusto Pellegrini)

 

Paro a conversa no meio

Nem peço licença

Mas vê que sucesso

Mulher, um pedaço

Meu chope gelado

Até já esquentou

Esta é a maneira discreta

De se enfeitiçar (não é?)

Passa, provoca e não olha

Não vai nem parar (vai não)

Eu me levanto e vou indo

Mas sem confiar (vou lá)

Em que eu possa dizer

Coisas de conquistar

Estou querendo agradar

 

Não há quem passe e não olhe

E não faça trejeitos

Assim eu não posso

Isto não é direito

Pode ser bonita

Mas não tanto assim

Esta é a maneira discreta

De se enfeitiçar (não é?)

Sigo ao seu lado agradando

Sem acreditar (sem não)

Todos amigos e gente

Que estavam no bar (no ar)

Falam coisas de mim

Cantador popular

Estou querendo agradar

Estou querendo agradar

 

domingo, 16 de janeiro de 2022




 INSISTÊNCIA
(Augusto Pellegrini)

Por que você insiste pra que eu feche a porta?
Eu sei que já é tarde, mas se mantém o calor
Pois o sol intenso da tarde nos incendiou
Pode ser noite, mas cálida, e é o que importa
Em contraposição com o seu mau humor

Por que você insiste para que eu feche a boca?
Se eu gosto de falar a sós comigo mesmo
Na falta de um interlocutor que me compreenda
E faça eco à minha conversa vã e louca
Feita de notas musicais, como um solfejo

Por que você insiste para que eu não ouça?
Se tudo o que desejo é ter o ouvido aberto
Para saber o que de mim fala este vento
O gotejar da água que que na poça empoça
E o farfalhar das folhas que estão por perto  

Por que você insiste que eu abandone o vinho?
Se é ele que me faz noturna companhia
Enquanto aguardo em vão por aquele sorriso
E aquele olhar sereno pra aquecer meu ninho
Tornando esta mansão um pouco menos sombria

Por que você insiste que eu não sinta a noite
E a sua companhia amiga e benfazeja?
Se isto parece agora ser tudo o que me resta
Para tentar fugir da dor do seu açoite
Pois neste instante é tudo o que minh’alma almeja

A porta, a boca, o vinho, e esta noite quente
Me fazem companhia, ao lado da sua ausência
Quem sabe a manhã venha e traga novidades
Você sorrindo lindo e desbragadamente
Me olhando com ternura... e sem tanta insistência

Jun 2017